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Uma semana da tragédia: bombeiros homenageiam as vítimas


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 Corpo de Bombeiros - MG
Bombeiros em cerimônia de homenagens às vítimas e famílias atingidas em Brumadinho

Brumadinho - Pétalas de rosa doadas por moradores de Belo Horizonte (MG) foram jogadas de helicópteros do Corpo de Bombeiros nesta sexta-feira nos locais devastados pela lama a partir do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

A homenagem ocorreu no mesmo horário em que a barragem da Vale rompeu há uma semana, deixando pelo menos 115 mortos e 248 desaparecidos, segundo o balanço mais recente da operação de resgate, divulgado ontem à noite.

A partir das 12h30 - na sexta-feira passada, a barragem se rompeu às 12:28 - dez helicópteros empregados pelas equipes de busca e salvamento foram alinhados no céu para uma homenagem aos moradores. O local escolhido foi próximo do Córrego do Feijão, um bairro rural de Brumadinho. No chão, foi improvisado um tablado de madeira, hasteadas bandeiras do Brasil e de Minas Gerais e entoados cânticos e orações religiosas. Algumas famílias de mortos e desaparecidos acompanharam emocionadas a homenagem.

Em entrevista o coronel Erlon Botelho, chefe do Estado Maior do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, negou que já tenha sido descartada a chance de localizar alguém com vida. "O Corpo de Bombeiros em hipótese nenhuma descarta possibilidade [de achar sobreviventes], até mesmo pelos protocolos internacionais, a gente sempre vai atrás de vidas", disse o coronel. Ele afirmou que não há uma previsão para o encerramento das buscas.

"A gente tem que fazer um planejamento ainda de vários dias. A perspectiva é que ao longo do tempo, com a lama se estabilizando, a gente vai mudando as técnicas operacionais e a partir daí nós temos um panorama. Hoje é impossível cravar uma data final das operações", disse o coronel dos Bombeiros.

As primeiras imagens do momento exato do acidente vieram a público nesta sexta-feira (1). A barragem que se rompeu era da Mina do Córrego do Feijão. As imagens registram que, exatamente às 12h28 do dia 25 de janeiro, a barragem se desintegra e dá origem a uma forte correnteza de lama. A força dos rejeitos é tão intensa que a lama consegue acometer algumas casas que se encontram em um relevo próximo à barragem. Pessoas e veículos são engolidos pela correnteza. 

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