| Ricardo Moreira/Fotoarena/AE |
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| Felipão, identificado com a torcida, é credenciado por vitórias em clássicos no Palmeiras |
Luiz Felipe Scolari e Fábio Carille não são apenas os técnicos de Palmeiras e Corinthians, respectivamente. No clássico de hoje, às 17h, pelo Campeonato Paulista, no Allianz Parque, os dois representam figuras idolatradas pela torcida, contratadas com a fama de salvadores e marcados por vitórias sobre o maior rival.
Os treinadores carregam toda essa reputação para o primeiro dérbi do ano e para o primeiro encontro entre ambos na carreira. Os dois últimos técnicos campeões brasileiros são reverenciados pela torcida a ponto de a cada anúncio de escalação, receberem mais aplausos do que os jogadores.
Felipão sempre diz se sentir em casa no Palmeiras. Até mesmo por essa condição resolveu voltar ao clube em agosto do ano passado e recusar propostas das seleções do Paraguai e da Coreia do Sul. O treinador pegou um time irregular e conduziu ao título brasileiro, após 23 jogos de invencibilidade.
Na rota rumo ao título, Felipão derrotou os três rivais do futebol paulista. A vitória sobre o São Paulo, no Morumbi, foi a primeira do Palmeiras no local após 16 anos. Diante do Corinthians, o treinador tem no currículo o feito de eliminar a equipe duas vezes seguidas em Libertadores.
Para Felipão, a equipe vai ao clássico com potencial para jogar tão bem como fazia em 2018. "O Palmeiras está evoluindo tecnicamente, com as mudanças que a gente vem fazendo e com o estilo que está se aproximando do normal que a gente sempre jogou", disse.
Carille retornou ao Corinthians neste ano depois de sete meses na Arábia Saudita. No período em que o técnico esteve longe, a equipe perdeu rendimento, lutou contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e acumulou resultados ruins principalmente em clássicos: não ganhou de nenhum rival.
O treinador tem bom retrospecto contra o Palmeiras: são seis vitórias e apenas uma derrota. No Allianz Parque, o Corinthians de Carille sempre bateu o rival, como foi na última visita dele à arena, em abril do ano passado. Saiu de lá com a taça de campeão paulista nas mãos. "Está sendo um momento mágico (a minha volta). Minha responsabilidade só aumenta", comentou o técnico do Corinthians.
| Peter Leone/Futura Press/AE |
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| Carille, "herdeiro" de Mano Menezes e Tite, tem retrospecto de seis triunfos e apenas uma derrota no dérbi |
Borja e Gustagol são as apostas dos treinadores
O começo da temporada 2019 fez despontar em Corinthians e Palmeiras dois goleadores que não estavam em alta. Borja e Gustagol marcaram duas vezes cada nos primeiros jogos do Campeonato Paulista e substituem concorrentes de posição como as principais esperanças de gol de suas equipes
O colombiano Borja terminou a campanha da conquista do Campeonato Brasileiro como coadjuvante. A competição coroou Deyverson, autor do gol do título sobre o Vasco, e personalidade querida pela torcida pelo comportamento irreverente. Borja anotou só três gols na campanha, enquanto o colega balançou as redes nove vezes.
No rodízio de titulares do técnico Luiz Felipe Scolari, o colombiano sempre correspondeu quando foi acionado nesta temporada. Jogou duas vezes e marcou dois gols.
Apesar do revezamento e da concorrência na posição, os dois são amigos fora de campo e chegaram a comemorar juntos um dos gols. Deyverson marcou e foi ao banco de reservas abraçar o colombiano
Com Gustagol, o Corinthians não tinha grandes expectativas. O atacante de 24 anos retornou de empréstimo após marcar 30 gols pelo Fortaleza no ano passado, mas tinha deixado uma imagem ruim no clube alvinegro, em 2016. Foram nove jogos e nenhum gol marcado.
De início, iria compor elenco e disputar uma vaga para a reserva de Mauro Boselli. No entanto, aproveitou a demora do argentino para regularizar sua situação no clube, começou a temporada inspirado e fez com que o Corinthians dispensasse os concorrentes Roger e Jonathas.
Nas entrevistas recentes, faz questão de agradecer Rogério Ceni, atual técnico do Fortaleza, pelo novo momento da carreira. O centroavante diz que o treinador o ajudou a controlar a ansiedade, especialmente na hora de finalizar a gol. Em quatro jogos, já ganhou a confiança de Carille.
Borja e Gustagol são apostas dos treinadores
O começo da temporada 2019 fez despontar em Corinthians e Palmeiras dois goleadores que não estavam em alta. Borja e Gustagol marcaram duas vezes cada nos primeiros jogos do Campeonato Paulista e substituem concorrentes de posição como as principais esperanças de gol de suas equipes
O colombiano Borja terminou a campanha da conquista do Campeonato Brasileiro como coadjuvante. A competição coroou Deyverson, autor do gol do título sobre o Vasco, e personalidade querida pela torcida pelo comportamento irreverente. Borja anotou só três gols na campanha, enquanto o colega balançou as redes nove vezes.
No rodízio de titulares do técnico Luiz Felipe Scolari, o colombiano sempre correspondeu quando foi acionado nesta temporada. Jogou duas vezes e marcou dois gols.
Apesar do revezamento e da concorrência na posição, os dois são amigos fora de campo e chegaram a comemorar juntos um dos gols. Deyverson marcou e foi ao banco de reservas abraçar o colombiano
Com Gustagol, o Corinthians não tinha grandes expectativas. O atacante de 24 anos retornou de empréstimo após marcar 30 gols pelo Fortaleza no ano passado, mas tinha deixado uma imagem ruim no clube alvinegro, em 2016. Foram nove jogos e nenhum gol marcado anotado.
De início, iria compor elenco e disputar uma vaga para a reserva de Mauro Boselli. No entanto, aproveitou a demora do argentino para regularizar sua situação no clube, começou a temporada inspirado e fez com que o Corinthians dispensasse os concorrentes Roger e Jonathas.
Nas entrevistas recentes, faz questão de agradecer Rogério Ceni, atual técnico do Fortaleza, pelo novo momento da carreira. O centroavante diz que o treinador o ajudou a controlar a ansiedade, especialmente na hora de finalizar a gol. Em quatro jogos, já ganhou a confiança de Carille.
Bruno Henrique renova
O Palmeiras definiu na tarde de ontem a permanência do volante Bruno Henrique. Apesar do interesse do Tianjin Teda, da China, o jogador e seus empresários se reuniram com a diretoria do clube e concordaram com uma proposta de renovação de contrato. Em vez de o vínculo terminar em junho de 2020, como era anteriormente, será válido até 2023. Capitão do Palmeiras na campanha do título brasileiro do ano passado, Bruno Henrique recebeu o contato do time chinês semanas atrás. O Tianjin Teda se mostrou disposto a pagar a multa rescisória, de R$ 25 milhões, e ofereceu ao volante o salário de R$ 1,7 milhão. A proposta deixou o jogador bastante interessado, mas pesou a vontade dele em permanecer.
Love se coloca à disposição
O atacante Vagner Love disse ontem que está bem fisicamente e precisa apenas de ritmo de jogo. Em sua apresentação oficial no retorno ao Corinthians, ele se colocou à disposição do técnico Fábio Carille para o clássico desta tarde contra o Palmeiras, mas despistou ao responder se iniciará a partida, válida pela quinta rodada do Campeonato Paulista e marcada para o Allianz Parque. "Vou chamar o Carille para responder. No treino de hoje (ontem), ele chamou 15 jogadores para um trabalho à parte. Mas ainda vai esperar os médicos avaliarem todos, para saber se ninguém corre o risco de lesão. Amanhã (hoje) vai decidir o que for melhor", comentou. Vagner Love informou que ainda não deve aguentar os 90 minutos. Mas explicou que vinha treinando a parte física no Besiktas neste início de ano.

