| Divulgação |
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| Lixo e terra nos bueiros das ruas Domingos Rino com Benedito Campos Pacheco, na Vila Santa Filomena |
Mesmo após a realização do piloto da campanha "Boca de lixo não é lixeira", em agosto de 2018, muitos bauruenses ainda vêm realizando descartes incorretos de materiais em bueiros pela cidade. Nesta quinta-feira (7), quatro caixas de bueiros, no cruzamento das ruas Domingos Rino com Benedito Campos Pacheco, na Vila Santa Filomena, exemplificaram a realidade conferida todos os dias pelos agentes da Divisão de Drenagem da Secretaria Municipal de Obras.
No local, foram retirados nessa quinta-feira (7) 10 metros cúbicos de lixo, o suficiente para encher um caminhão basculante truck. "Em um levantamento recente, a divisão contabilizou que é retirada uma tonelada de lixo por ano nesses trabalhos de limpeza em galerias que são realizados todos os dias pela divisão", afirma o diretor da Divisão de Drenagem da Secretaria de Obras, Ederton Ruffato.
Ele ainda explica que existem duas formas de haver a obstrução da rede de galerias. "Pode ser pelo descarte no passeio, em que a chuva arrasta os materiais para o bueiro, e também pela ação da população, que descarta lixo indevidamente nas bocas de lobo. As partes baixas da cidade são as que mais sofrem", diz.
Com experiência de 24 anos na divisão, o diretor elenca os tipos de materiais variados que já foram retirados de bueiros pela cidade. "Desde entulhos de construção, garrafas Pet, sacos de lixo, vaso sanitário e animais mortos, a tevê velha, triciclo, peças de moto, bicicleta e os pneus que se destacam", afirma.
'AQUI NÃO'
Motivado por esta realidade, o coordenador de comunicação da Prefeitura de Bauru, Roberto Pallu, idealizou a campanha "Boca de lixo não é lixeira", que foi realizada, em fase de teste, no aniversário da cidade, no ano passado. "A intervenção urbana piloto do projeto foi realizada em 2018, no Viva Bauru, em bueiros ao redor do Parque Vitória Régia e teve uma recepção positiva da população. Agora, o projeto pretende se intensificar a partir de março e abril para locais da cidade em que exista maior incidência de rejeitos indevidos em bocas de lobo", informa Pallu.
O projeto visa informar e conscientizar a população de que as enchentes podem ser evitadas quando as bocas de lobos não estão entupidas com materiais indevidos, que dificultam a drenagem nas galerias. "Para isso, a campanha faz um apelo à sociedade para que colabore com tintas e sprays. Além disso, serão realizadas oficinas para grafiteiros participarem do projeto. Alguns nomes de artistas de Bauru, de diversas regiões do País e até em nível internacional já aceitaram participar do projeto", finaliza.
