Morre o jornalista, em dia aziago, em de-
sastre, fato inesperado, cruento.
Os amigos de longa data, profissionais
da notícia, choram a perda irreparável.
Falece o prezado Boechat, âncora do
Jornal da Band, noticiário semanal
respeitável.
Alegre, expansivo, comentarista preciso
e valoroso, comunicador, de todos,
confiável. Deixa para os novos jorna
listas o exemplo de rigor e comprovado
destemor.
Sempre solícito e verdadeiro nas opi-
niões, manteve-se ao lado do povo hu-
milde e sofredor. Livre de compromissos
escusos fez-se profissional, desconfiado
de jogadas mentirosas.
Acima de injunções políticas manteve-se
"anarquista", mas sempre na linha do
humano ser. Longe de conduta esnobe
jamais se afastou da gente pobre,
necessitada, desamparada.
Engajado na luta pela transparência dos
fatos, repudiou a mentira oportunista,
comum em gente que a justiça jamais
alcança, diante de ações perversas
cometidas.
Salve o justo que não se deixa levar de
arrasto pelo canto da sereia sinistra!
"Toca o barco", gente, há muita água a
vencer!