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Bronca na hora certa


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A partir dos 3 anos, a criança é capaz de refletir sobre os atos praticados. Mesmo antes dessa idade, é recomendado que os pais sentem para conversar com seus pequenos quando eles cometerem uma atitude reprovável. "A criança não sabe o que é certo ou errado, e nós adultos devemos ensiná-las o que é aceitável ou não. As atitudes dos mais velhos ajudam a reforçar ou extinguir um comportamento", afirma Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em terapia cognitiva comportamental.

A intensidade e a duração da correção devem ser avaliadas pelos responsáveis. Colocar a criança no cantinho do pensamento por muito tempo pode acabar não surtindo efeito algum. "Não adianta ser uma correção muito longa, porque a criança e o adolescente vão se adaptar à realidade sem aquele objeto preferido, sem a companhia dos amigos. A correção deve ser aplicada de maneira que dê ao filho um momento de reflexão na hora em que ela é aplicada", pontua Claudia Melo, psicóloga no Conselho Tutelar de Belford Roxo.

Na hora de escolher qual tipo de correção aplicar em seu filho, os pais devem estar calmos e usar a racionalidade. É preciso que seja uma punição possível de ser cumprida por toda a família. "Quando os pais usam a emoção para aplicar uma correção, a maioria volta atrás e acaba tirando a criança daquela situação. Se a criança perceber que os pais vão voltar atrás porque o tempo de punição está muito extenso, a correção perde o efeito e o valor educacional. E a criança percebe quem são os pais que voltam atrás", alerta Lidiane Silva, psicóloga e analista de comportamento. 

 

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