Política

Alckmin defende ajustes em reforma

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Bruno Freitas
O deputado estadual Pedro Tobias recepcionou Geraldo Alckmin nesta quinta-feira em Bauru

O ex-governador e atual presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, esteve nesta quinta-feira (21) em Bauru para uma palestra aos estudantes do curso de Medicina da Uninove, acompanhado do deputado estadual Pedro Tobias, presidente estadual da legenda. Candidato a presidente em 2006, chegando na época ao segundo turno, e no ano passado, quando acabou em quarto lugar, ele defende a reforma da Previdência, mas diz que ajustes precisam ocorrer, especialmente para garantir mínimas condições aos idosos e evitar o agravamento de situação de pobreza.

Está definido que o PSDB vai montar uma equipe com especialistas nas áreas de previdência e de segurança pública, visando discutir esses assuntos e permitir uma análise clara dos deputados federais e senadores da legenda que votarão esses projetos. Os parlamentares de outros partidos interessados e a sociedade vão ser convidados ao debate. "A reforma da Previdência é necessária, vem desde a época do então presidente Fernando Henrique Cardoso e vamos nos debruçar, com os melhores especialistas. A discussão é de natureza fiscal, pois há um déficit grande no regime geral e no setor público. O que eu entendo que de imediato já deve mudar é a questão do salário mínimo. A Constituição estabeleceu a seguridade social, composta de saúde, assistência e seguridade. São direitos do cidadão", afirma.

Ele critica a possibilidade de idosos receberem menos do que o valor do salário mínimo em vigor. "A previdência é contributiva, mas o Benefício de Prestação Continuada (BPC) é para aquele idoso ou pessoa com deficiência, e era menor do o salário mínimo. Na proposta, vai ser apenas ao completar 70 anos. Antes, é menos da metade. Isso não pode acontecer. Somos favoráveis a reforma da Previdência, mas tem que corrigir esses pontos. Vamos fazer uma análise detalhada", cita.

Outro assunto prioritário do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a segurança pública, também será debatido pelos especialistas convidados. "Vamos debater e os maiores interessados são os deputados e senadores, que precisam de informação para votar de maneira certa, e tomar as melhores decisões. Vamos abrir isso a quem mais tiver interesse, será pela Internet. Outros deputados poderão acompanhar e a população também. É para ajudar o País a decidir", finaliza.

PARTIDO

O PSDB faz, neste domingo, as eleições dos Diretórios Municipais e, depois, estão previstas as eleições dos Diretórios Estaduais e do Nacional, este no final de maio. O atual presidente diz que não concorrerá a mais um período no comando do partido. "Eu já dei a minha contribuição, outras pessoas devem assumir", lembra.

Alckmin fala ainda que não projeta o seu futuro na política. "Neste momento, eu voltei a trabalhar dando aulas, e atendendo como médico, que é a minha profissão. Estou desenvolvendo um trabalho como anestesista e acupuntura para diminuir a dor de pacientes com câncer. E atuando como professor, que é outra coisa que eu gosto", conclui.

Favorável ao uso da telemedicina

Durante a palestra sobre a história da Medicina ministrada nesta quinta-feira (21), Alckmin disse que é a favor do uso de recursos tecnológicos, como a telemedicina. Porém, ele diz que é necessário regulamentar para garantir um acesso com qualidade da população a esses serviços, cuja entrada no mercado é inevitável atualmente.

"Eu falei com os alunos sobre a trajetória da Medicina desde a pré-história até o momento, com a telemedicina. Eu sou a favor, mas precisa de regulamentação, pois vai permitir o acesso de regiões mais isoladas ao médico. Bem elaborada, a telemedicina é um avanço", frisa.

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