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Inovar é preciso!

Arnaldo Ribeiro
| Tempo de leitura: 3 min

Inovar, verbo transitivo direto que significa fazer como não era feito anteriormente, é a ação ou ato de inovar, modificando antigos costumes, legislações, processos etc.

Dentro da administração pública, sem dúvida hoje a palavra inovação pode definir o sucesso ou o fracasso de um governo. Por conta dessa nova realidade, o papel de prefeito, governador ou presidente foi além da postura política e se faz necessário o perfil de gestor. Cada vez mais investir no ato de inovar, criar o novo e superar antigos costumes e problemas na administração pública é pré-requisito na pauta do governante e seus secretários.

As administrações públicas não estão preparadas para inovar, com problemas crônicos, suas diferentes áreas dentro do governo trabalham como departamentos isolados, com pouca coordenação e diálogo entre si, além de ter uma estrutura ultrapassada e pesada.

Recordo aqui de forma muito simples minha experiência como chefe de Gabinete da prefeitura, onde me pautei na inovação, buscando a otimização de problemas antigos e avanços na forma de atuação. Achei muito interessante o ato de aproximação de secretários que tinham a mesma demanda e um mesmo projeto a ser executado, um gesto simples, mas com grande poder de finalização, a implantação da transmissão ao vivo das licitações públicas da prefeitura através do site oficial do município, uma ferramenta que permitia ao munícipe fiscalizar e acompanhar o andamento do governo e o uso racional do dinheiro público com transparência e respeito.

Não poderia deixar de citar a implantação de uma ferramenta usada através de um aplicativo no celular do cidadão onde ele apresenta um problema (buraco, mato alto, poste sem iluminação etc) na cidade, e ele mesmo já encaminhava para a Secretaria responsável e acompanhava o andamento de sua solicitação em tempo real, conseguimos diminuir prédios alugados concentrando em um único imóvel, racionalidade e contenção de despesas. É incontestável que a Lei de defesa do consumidor mudou a relação de força nas relações comerciais entre grandes empresas e consumidores. Esse mesmo consumidor, mais atento, aprendeu a questionar a qualidade, eficácia, transparência e zelo com o serviço público prestado.

Com os recursos cada vez mais escassos para atender às necessidades crescentes da sociedade, a inovação se tornou requisito indispensável para o enfrentamento desses desafios da administração pública, não é mais possível a gestão pública se pautar por mecanismos burocráticos ou corporativistas no dia dia de suas atividades. A necessidade do exercício da inovação é algo que não tem mais volta, é necessário para que o gestor siga em frente e deixe a cidade melhor.

Lembrando que esse processo pode surgir frente a um momento de crise, ou fruto de um projeto já estabelecido anteriormente pelo seu mandatário. Concluímos que nesses dias que virão, cada vez mais o gestor terá menos recurso e uma demanda crescente, caberá a ele se pautar por princípios econômicos de eficiência, buscando minimizar gastos e maximizar a qualidade e a resolutividade do serviço prestado, ou seja, fazer mais com menos!

É uma estrada sem volta, e aquele que ainda insistir em uma estrutura pesada, inchada e com pouca resolutividade, certamente será engolido por crises e seu nome será banido da vida pública!

O autor é contador/jornalista, secretário parlamentar e presidente do PPS Bauru.

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