| Luisa Gonzales/Reuters |
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| Guaidó e o presidente da Colômbia Iván Duque: avaliando riscos |
Buenos Aires - Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela, irá visitar o Brasil. A viagem a Brasília foi confirmada pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Guaidó deveria chegar à capital brasileira às 22h dessa quarta-feira (27) e, segundo aliados do líder antichavista, terá um encontro com o presidente Jair Bolsonaro. Não estava certo se haveria uma escala de seu avião em São Paulo. Antes disso o líder passou por Buenos Aires, na Argentina.
O plano do líder opositor é fazer uma visita de agradecimento a Bolsonaro e conversar sobre temas relacionados a uma possível transição no país sul-americano em crise. O Brasil, junto à Colômbia e com coordenação dos EUA, ajudou na tentativa frustrada de entrada de ajuda humanitária no país vizinho.
Outro tema que Gauidó e seus assessores querem tratar é o retorno à Venezuela, uma vez que o opositor estava impedido de sair do país pelo regime do ditador Nicolás Maduro.
Em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo, Guaidó disse que pretende voltar pelo aeroporto de Maiquetía, em Caracas, de maneira aberta, "como tem de ser", mas que sabia das dificuldades da situação. Aequipe de Guaidó trabalha com três possibilidades. A primeiro seria enfrentar o regime entrando por Maiquetía. "Se algo acontecer comigo, a reação internacional seria imensa", declarou na Colômbia.
A segunda seria voltar como saiu, pelas trilhas clandestinas da fronteira entre Venezuela e Colômbia, na região de Cúcuta. A opção, porém, é perigosa. A área tem a presença de paramilitares colombianos, coletivos e forças de segurança do chavismo, além de guerrilheiros do ELN (Exército de Libertação Nacional), guerrilha colombiana alojada em parte do lado venezuelano da fronteira e pró-Maduro.
Na ida foram mais de 40 horas para cruzar a fronteira entre a Venezuela e a Colômbia e que teve a ajuda de contatos nas Forças Militares. Agora, porém, as atenções do regime sobre seus passos seriam maiores.
A terceira opção poderia ser via fronteira brasileira, e este será um dos assuntos tratados hoje.
FILHA PEQUENA
Guaidó, que viaja com a mulher, Fabiana Rosales, disse que a avó da esposa, com quem o casal deixou a filha pequena, recebeu ameaças, assim como outros de seus familiares.
O líder opositor se autoproclamou presidente da Venezuela em 23 de fevereiro, num ato que já foi reconhecido por mais de 50 governos, entre eles o Brasil.
Desde então, esses países, liderados pelos Estados Unidos, apertaram o cerco internacional contra Maduro. Um discurso do chanceler chavista, Jorge Arreaza, ontem, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, foi boicotado por diplomatas de mais de 20 países, numa nova demonstração de isolamento de Maduro.
