Internacional

Trump defende Kim em caso de estudante americano morto na Coreia do Norte

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Washington - O presidente americano, Donald Trump, deixou a Coreia do Norte sem um acordo sobre a desnuclearização norte-coreana, mas não sem causar controvérsia.

A polêmica da vez envolve um estudante americano que morreu após ficar detido por 17 meses no país do ditador Kim Jong-Un. Durante a coletiva em que anunciou o fracasso da segunda cúpula bilateral, o republicano disse acreditar que Kim não era responsável pela morte de Otto Warmbier, em 2017.

O estudante, que tinha 22 anos, morreu poucos dias após ser liberado, em coma, da detenção na Coreia do Norte. "Ele me diz que não sabia disso, e eu vou acreditar na palavra dele", afirmou o presidente, ao ser questionado por um jornalista.

REAÇÃO DOS PAIS

Os pais de Warmbier reagiram à resposta do presidente e disseram que, durante a cúpula, mantiveram o respeito pelo encontro.

"Agora, devemos falar. Kim e seu regime diabólico são responsáveis pela morte de nosso filho Otto. Kim e seu regime diabólico são responsáveis por crueldade e desumanidade inimagináveis. Nenhuma desculpa ou elogio pomposo podem mudar isso."

Em dezembro, a família Warmbier ganhou um processo de US$ 500 milhões em uma corte federal contra a Coreia do Norte.

O juiz determinou que o regime norte-coreano era responsável por tortura e morte extrajudicial de Otto, que foi detido aos 21 anos em Pyongyang, em janeiro de 2016, depois de participar de um tour na Coreia do Norte.

Ele foi acusado de pegar um pôster de propaganda do país.

Em 2017, Trump criticou o regime de Kim pelo tratamento que deu a Warmbier e convidou os pais do estudante a participar do discurso anual à nação de 2018.

Mas o presidente abruptamente mudou de tom após o primeiro encontro com Kim, em Singapura, em junho do ano passado.

Desde então, tem buscado um relacionamento mais próximo do ditador norte-coreano.

Comentários

Comentários