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O Carnaval é época de alegria e diversão, mas precisa ser também de prevenção. Muitos foliões se preocupam tanto com as fantasias que se esquecem da camisinha - único método contraceptivo que previne contra as doenças sexualmente transmissíveis (veja no quadro no final) e gravidez indesejada.
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O uso do preservativo é eficaz na proteção contra o HIV, que causa a Aids. A estimativa do Ministério da Saúde é que 866 mil pessoas vivam com o vírus no País, dos quais 73% são homens.
No período de 1987 a 2018, notificou-se 1.362 portadores de HIV em Bauru, apresentando maior concentração dos casos entre os homens: 71,36% (972). As mulheres correspondem a 28,64% (390).
Outra doença que pode ser evitada com a camisinha é a sífilis, que, em um ano, aumentou os casos em 31,8% no País. No período de 2012 a 2018, em Bauru, foram notificados 2.376 casos de sífilis adquirida.
"As pessoas estão se prevenindo menos. Na última década houve um relaxamento da prevenção, tanto da Aids quanto do HIV, que acaba trazendo à tona todas as outras doenças sexualmente transmissíveis", lamenta Paulo Gallo, ginecologista e especialista em reprodução humana.
Contrair uma DST não afeta apenas a saúde dos jovens e adultos, mas pode impossibilitar a geração de filhos. Algumas destas infecções causam um sério comprometimento nas áreas reprodutivas de homens e mulheres.
"As infecções das DSTs podem ainda, em casos mais graves, gerar pequenos tumores. O tratamento pode resultar na retirada do ovário e da tuba atingidos, o que reduz significativamente a reserva ovariana. Nos homens, os efeitos podem ser a infecção do canal da urina, da próstata e do epidídimo, que é a parte do corpo masculino onde ocorre o amadurecimento dos espermatozoides. Quando afetada, a qualidade do sêmen pode ficar comprometida", finaliza Daniel Diógenes, especialista em medicina reprodutiva.
Estimulantes sexuais não são indicados
Um hábito perigoso que tem se tornado comum entre os homens mais jovens é o uso de estimulantes sexuais sem a prescrição médica. No Carnaval, a tendência é que esta prática seja mais recorrente por conta do alto consumo de bebidas alcoólicas, que, em excesso, prejudica o desempenho sexual.
“Entre os alcoólatras, existe uma prevalência maior de disfunção erétil. Isso faz com que eles procurem os estimulantes sexuais. Porém, o uso indiscriminado dessa substância por quem não necessita dessa medicação pode levar a uma dependência psicológica, acreditando que somente dessa forma o desempenho sexual será completo e satisfatório”, explica Eduardo Bertero, urologista e especializado em disfunção erétil. Para pessoas que têm problemas do coração, o risco é ainda maior, isso porque as pílulas funcionam como vasodilatadores que podem causar sintomas como pressão arterial baixa e palpitações.
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