Regional

Polícia Civil investiga estupro coletivo em aldeia de Avaí

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar denúncia de estupro coletivo envolvendo uma estudante indígena de 15 anos. O fato teria ocorrido em uma fazenda na Aldeia Kopenoti, na Terra Indígena de Araribá, em Avaí (39 quilômetros de Bauru), no dia 14 de fevereiro, mas o boletim de ocorrência (BO) foi registrado no dia 21.

O pai da adolescente, que terá sua identidade preservada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), disse à polícia que a filha foi abusada sexualmente por cinco homens. Um sexto suspeito teria fotografado o crime. Um deles também teria furtado o celular dela.

Segundo a versão dele, no dia do fato, a estudante ingeriu bebida alcoólica com grupo de pessoas em uma casa na aldeia. De madrugada, um homem se ofereceu para levá-la de moto até a residência dela, mas acabou seguindo para a casa dele.

No local, ainda de acordo com o relato do pai, os dois teriam mantido relações sexuais. Logo depois, outros quatro homens chegaram e, aproveitando-se do estado de embriaguez da adolescente, também teriam abusado sexualmente dela.

A estudante retornou para casa na manhã seguinte, vomitando, e, três dias depois, passou a apresentar febre e dores no corpo e nas partes íntimas, trancando-se no quarto e se recusando a conversar com a família. Após muita insistência, ela acabou contando para uma familiar o que havia acontecido e revelando os nomes dos autores dos abusos sexuais.

SEGREDO DE JUSTIÇA

O JC apurou que, a princípio, havia uma dúvida se o caso seria de competência da Polícia Federal (PF), por envolver crime praticado nas dependências de uma aldeia indígena, ou da Polícia Civil. Após entendimento entre as unidades, ficou definido que a Polícia Civil comandaria as investigações.

Nessa sexta-feira (8) à tarde, a reportagem entrou em contato com o delegado responsável pelo expediente da Delegacia de Avaí, Kléber Granja, mas foi informada de que o inquérito tramita em segredo de justiça e que ele não poderia passar nenhuma informação para não atrapalhar os trabalhos.

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