Nós somos apenas números, sempre fomos. Números em que não existem contas para trazer o resultado final. Enquanto houver sol, seremos números.
O Brasil enfrenta uma - infelizmente - longa temporada massacrante. No álbum das tragédias, somos os principais colecionadores das figurinhas. Acontece que esse álbum não para de imprimir as folhas e entramos numa verdadeira era sangrenta.
Em nossas terras, a cada hora, 7 pessoas são assassinadas. Números que entram na estatística. Entramos em um cruel ciclo vicioso. Ao ponto que ninguém olha para o lado, ninguém sabe nada sobre ninguém e ninguém consegue se despedir. Nós simplesmente aceitamos nos encontrar em outro plano.
Por outro lado, enquanto alguns números viram estatísticas, outros viram mistério. Uma família se desmancha e a outra ganha com isso. "É claro, a culpa é de quem mata" - dizem - mas nem sempre é assim.
Apontando um exemplo clássico: nossos "representantes" políticos que nadam na corrupção e interesses pessoais. E o mesmo segue com a milícia, homens agressivos e outros grupos tão cruéis quanto o modelo clássico de "bandidagem".
Cabe a nós esperarmos que não sejamos estes números.