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Com 50% do efetivo, DAE não faz leitura em todas as regiões

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
DAE alega que, mesmo com a cobrança por média trimestral, não há prejuízo ao munícipe

Dos 40 leituristas de outrora, o Departamento de Água e Esgoto (DAE), em Bauru, conta apenas com 21 hoje. O baixo efetivo levou a autarquia a deixar de fazer a leitura de 9 mil ligações espalhadas pelas regiões do Núcleo Geisel e Jardim Carolina, além das vilas Falcão e Industrial, ou seja, 7% do total, que corresponde a 135 mil ligações. Nestes bairros, a cobrança foi baseada na média trimestral de consumo. 

Presidente do DAE, Eric Fabris explica que o setor possui 27 funcionários, porém, seis estão com restrições médicas. "Como o pessoal anda bastante, é comum ter uma lesão ou outra de vez em quando", justifica.

O restante da equipe saiu por diversos motivos, como aposentadorias, pedidos de demissão, férias, licença-prêmio e faltas abonadas.

Apesar da defasagem, a autarquia fazia a leitura normalmente, afinal, pagava horas extras ao efetivo já existente. Contudo, em dezembro do ano anterior, houve acúmulo de serviço, em função dos feriados prolongados e, também, dos dias chuvosos.

Diante disso, o DAE optou por fazer a cobrança baseada na média trimestral de consumo. Até então, o sistema foi aplicado em 9 mil ligações, sendo 6,5 mil da região das vilas Falcão e Industrial (na segunda quinzena de fevereiro), bem como 2,5 mil do entorno do Jardim Carolina e Núcleo Geisel (no início de março).

Portanto, ambas as regiões revezam entre si. "Suponhamos que a média trimestral de uma família seja de 20 metros cúbicos, mas consumiu 15 no mês em que não houve leitura. No mês seguinte, quando o hidrômetro for lido, estes cinco metros cúbicos serão creditados. Logo, em tese, o método não traz prejuízo", exemplifica.

Se, mesmo assim, for detectada qualquer anomalia, o munícipe deve procurar pelo balcão do DAE, no Poupatempo, que fica na rua Inconfidência, 4-50, na região central.

NOVAS CONTRATAÇÕES

Ainda de acordo com o presidente da autarquia, a expectativa é de que tal sistema deixe de ser adotado a partir do mês que vem. Isso porque o DAE aguarda a chegada de, ao menos, 15 leituristas, que passaram por concurso público, cuja última prova se deu no dia 27 de janeiro.

Além de atender a demanda de todos os bairros da cidade, os servidores passarão a fazer a leitura individual dos hidrômetros do Minha Casa Minha Vida (MCMV). Hoje, o DAE realiza apenas a medição dos equipamentos da entrada dos residenciais.

A cobrança, portanto, é fracionada no boleto do condomínio. Entretanto, boa parte dos moradores não paga a conta e os síndicos não têm condições de exigir que o faça. 

A autarquia, por sua vez, diz ficar de mãos atadas. "Tem residencial que nos deve R$ 700 mil. Não podemos cortar, senão prejudicamos aqueles que, de fato, quitaram a dívida", diz.

Logo, a ideia de Fabris é baixar a parcela do débito através do Refis e fazer a medição individual dos hidrômetros. Assim, só quem não pagar a conta terá o serviço suspenso.

A previsão é de que a leitura individual dos equipamentos do MCMV tenha início dentro de 90 dias.

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