| Aceituno Jr. |
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| Com faixas, alguns servidores municipais realizaram ato neste sábado na Praça Rui Barbosa |
Os servidores públicos municipais fizeram um protesto na Praça Rui Barbosa, na região central de Bauru, ontem pela manhã. Na ocasião, a categoria adiantou que deverá votar o indicativo de greve na próxima quinta-feira. Isso porque, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), a prefeitura não apresentou a contraproposta na semana anterior, conforme prometido à entidade.
Diretor do Sinserm, Valdecir Rosa explica que a pauta foi protocolada junto ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), com a presença dos secretários de Administração e de Finanças, no dia 22 de fevereiro.
O documento continha 35 cláusulas, além das econômicas, que são: reposição da inflação, calculada em 7,54%; ganho real de 7,5%; vale-compras de R$ 451,00 para R$ 580,00; e abono (antigo ticket) de R$ 360,00 para R$ 480,00.
No dia em que a categoria protocolou a pauta de reivindicações, o prefeito teria prometido marcar uma reunião após o Carnaval. "Passou este período, agendamos a assembleia para o último dia 14 e nada do município", descreve Valdecir.
Inclusive, isso levou a categoria participar do ato de repúdio, ontem pela manhã, na Praça Rui Barbosa. Na quinta-feira, os trabalhadores deverão votar o indicativo de greve, caso a administração deixe de apresentar uma contraproposta que atenda aos anseios da classe.
Além das cláusulas econômicas, o sindicato critica a sujeira espalhada pela cidade, a sobrecarga de trabalho dos servidores e o sucateamento da coleta de lixo.
GAZZETTA COMENTA
| Samantha Ciuffa |
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| O prefeito Clodoaldo Gazzetta rebate as críticas da categoria |
Já o prefeito Clodoaldo Gazzetta esclarece que, bem antes da data-base, costuma fazer a avaliação salarial para verificar a situação e possíveis propostas. Desta vez, porém, isso não foi feito. "O sindicato, às vezes, não leva em consideração algumas coisas que acontecem na cidade e acha que tudo orbita em volta dele", rebate.
De acordo com o chefe do Executivo, Bauru enfrenta uma das maiores epidemias de dengue da história, que consumiu grande parte do Orçamento da prefeitura. "Este fator tem de ser levado em conta na hora de decidir sobre o reajuste salarial dos servidores", adianta.
Ainda segundo Gazzetta, a reunião só não foi marcada para a semana anterior, porque o município tenta melhorar a contraproposta. A expectativa é de que o documento seja entregue entre terça e quarta-feira, ou seja, dentro da data-base.
Para o prefeito, a greve é prejudicial em qualquer momento, não só em tempos de crise. "Este deve ser o último recurso da negociação. Em Bauru, acontece o oposto do restante do País. Aqui, a greve é a primeira opção deste processo. Não acho correto, afinal, a prefeitura nunca fechou as portas para conversar. O momento, agora, é de diálogo", finaliza.

