| Ueslei Marcelino/Reuters |
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| Abraços emocionados e busca de apoio na volta às atividades |
Suzano - Na entrada, cartazes lembravam: "O amor vence a tristeza". Entre os adolescentes, abraços e choros. Assim, a Escola Estadual Professor Raul Brasil abriu as portas para alunos e pais na manhã de ontem. É a primeira vez que os estudantes voltam ao colégio de Suzano (Grande SP) após o massacre que deixou 8 mortos e 11 feridos há seis dias. Os portões do colégio foram abertos pontualmente às 10h. As mães, acompanhadas dos filhos, ganharam flores distribuídas por fiéis de igrejas evangélicas.
A direção da Raul Brasil organizou um grande café da manhã, servido antes do início dos trabalhos de aconselhamento psicológico.
Estudantes de outras escolas da cidade também compareceram para prestar homenagens. Vestidos de branco, eles fixaram no muro do colégio um cartaz com as fotos de todas as vítimas. Rezaram um Pai-Nosso e pediram paz no Brasil. Para Solange Santos de Oliveira, 47, o dia é especial. O filho dela, Robert, 16, sobreviveu ao massacre e faz aniversário nesta quinta. "Ele agora tem duas datas para comemorar. Meu filho renasceu, mas está muito abalado. Viemos buscar ajuda."
A merendeira Silmara, que salvou 50 alunos na cozinha no dia do massacre, chegou à escola motivada a reconstruir "o que foi destruído." "Ainda estou à base de calmante, mas sei que isso vai passar logo", afirmou.
A escola também pediu a presença de um padre para benzer os locais onde alunos e funcionários foram encontrados mortos. "É preciso mostrar a essa comunidade que não se pode desistir. É por isso que eu estou aqui", disse o pároco Cláudio Taciano, 43.
A fachada da escola foi pintada nas cores azul e amarelo para receber os alunos.
As salas de aula também ganharam nova pintura, um esforço da direção para mostrar à comunidade que o colégio quer voltar aos trilhos.
REENCONTRO
O primeiro dia também proporcionou um reencontro. A estudante Raphaelly Cálix Sarmento reviu Juliana Romera, 40, a vizinha do colégio que abrigou sete sobreviventes do massacre, entre elas, a jovem de 16 anos. "Eu me senti muito segura na casa dela", disse. Raphaelly diz que a sua rotina ainda não voltou ao normal. "Não durmo direito e ainda escuto as vozes do Guilherme [um dos atiradores]. É horrível", afirmou.
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Terceiro suspeito
Policiais apreenderam nessa terça-feira (19) de manhã o adolescente suspeito de ser o terceiro envolvido no massacre em Suzano que matou cinco alunos e duas funcionárias na Escola Estadual Raul Brasil e um empresário. O jovem de 17 anos foi apreendido em casa e levado ao IML de Suzano. A juíza Erica Marcelina Cruz, da Vara da Infância e da Juventude, determinou a internação provisória por 45 dias numa unidade da Fundação Casa, após pedido do promotor de Justiça Rafael do Val, que atua no caso. Durante a investigação policial foram analisados os celulares dele e dos dois atiradores. Mensagens trocadas entre os três mostraram à Justiça indícios concretos da participação do jovem na organização do crime.
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