Quando da vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, vários vídeos correram pela internet em que boa parte de seus eleitores exibiam armas de fogo pelas ruas, disparavam tiros ao céu. A catarse da pólvora, acima de tudo.
Ao longo de toda a campanha, assim como ao longo de toda sua vida política, o próprio presidente sempre foi "entusiasta" das armas e a sua posse e porte.
Muito embora tenha sido ele próprio vítima de um assalto em 1995, em que o assaltante levou a arma que ele carregava.
Em vários de seus discursos, ainda durante a campanha de 2018, ele disse "vamos metralhar a petralhada". Numa alusão odienta aos seus opositores políticos e ideológicos.
Importa dizer também que muitos foram os que votaram munidos de armas de fogo. Trazendo à tona os asseclas de coldre e arma em punho.
Vestindo verde e amarelo, camisetas pretas com o busto do mito e coturno. Abriu-se aí a Caixa de Pandora.
O ato sórdido ocorrido na escola Raul Brasil, em Suzano, pode não ter ligação direta, e não caberia aqui esse paralelo.
Mas, certamente, tem na cultura armamentista, defendida por Boslonaro e seu "klan", grande influência.
É urgente construirmos uma sociedade em torno da educação. Armas acirram conflitos, encorajam os covardes e enriquecem os já muito ricos.
Mais livros, menos armas!