Geral

Concessão da Bauru-Marília vai ter 8 quilômetros de marginais


| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Diretor geral da Artesp, Giovanni Pengue Filho fala sobre concessão do trecho Piracicaba-Panorama

A diretoria da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) está colhendo sugestões, críticas e reivindicações para o lote de concessão do trecho Piracicaba-Panorama, que inclui a exploração pela iniciativa privada da já duplicada rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Bauru-Marília. Diretor geral da agência, Giovanni Pengue Filho esteve em Bauru nesta semana e disse que o programa lançado pelo governo do Estado quer preservar tarifas menores que as praticadas em outros trechos. Em Bauru, a Artesp incluiu a instalação de 8 quilômetros de extensão de marginais, nos dois lados, a partir do entroncamento urbano. Porém, a inclusão da avenida Elias Miguel Maluf (trecho do DER) no pacote depende da mobilização da comunidade para eventual aprovação pelos técnicos. 

A comunidade tem que inserir a solicitação de duplicação do trecho urbano da antiga rodovia, atual avenida Elias Miguel Maluf, só até hoje. A possibilidade está aberta na consulta pública no site da Artesp (https://www.artesp.sp.gov.br).

"O trecho de Marília a Panorama não é viável pensar nele separado para viabilidade de concessão. A tarifa de pedágio para atrair todos os investimentos não seria viável. O governador João Doria determinou priorizar a tarifa mais adequada, levando-se em conta os investimentos necessários. Então, a modelagem concilia tráfego necessário com essa diretriz. O trecho da rodovia SP-294 a partir de Bauru tem inclusão de 8 quilômetros de marginais, nos dois sentidos. A consulta popular está aberta para solicitações que serão analisadas, como a avenida Elias Miguel Maluf, que não está no programa. Todas as solicitações serão avaliadas pelas áreas de engenharia e viabilidade econômica", reforça.

MODELOS DIFERENTES

Giovanni Pengue Filho lembra que o Estado tem 21 concessionárias operando no Estado, com diferentes modelagens. "Os grandes trechos, que movimentam o maior tráfego e viabilizam o modelo econômico de concessões, foram concedidos. Os contratos estão se aproximando de encerramento e vão sendo renovados, agora sob a nova modelagem. Estamos anexando aos contratos concessionados na origem um novo trecho, maior, incorporando regiões. Este estágio está em andamento. Os maiores investimentos já foram feitos. A modelagem aponta para trechos com grande volume, mas já com investimentos consolidados, atrelados a novos trechos com potencial para garantir investimentos", cita.

Ele defende que, dos R$ 9 bilhões de investimentos previstos para o lote Piracicaba-Panorama, "60% é do trecho de Bauru a Panorama, sem contar manutenção e recuperação de pavimento".

"Se você olha a região de Bauru, os estudos mostram a Marechal Rondon, a Raposo Tavares e a SP-294 no meio. A concessão rodoviária é de tráfego de longa distância. A modelagem leva em conta essa questão. O balanceamento desse sistema é o desafio. Se eu colocar uma modelagem para trechos mais curtos, o sistema fica prejudicado e sobrecarrega as vicinais que entrecortam os trechos, em diferentes pontos. E o efeito é a invasão por caminhões nesses trechos. O estudo pondera essas questões. Por isso, o caminhão não vai pela Raposo Tavares e corta trechos no meio. A SP-294, hoje, sem pedágio, entra nessa lógica. Integrar ela ao trecho longo equilibra a modelagem econômica para o trecho, com impactos menores nas tarifas por trechos", argumenta Pengue Filho.  

Comentários

Comentários