| Fotos: Douglas Reis |
![]() |
| No final da quadra 5 da rua Aurélio Duarte, a erosão atingiu a profundidade aproximada de 5 metros |
Imagine viver com uma erosão de cerca de 5 metros de profundidade bem perto do portão de casa. Esta é a situação de Caroline Neves da Rosa, de 27 anos, que mora no final da quadra 5 da rua Aurélio Duarte, no bairro Nove de Julho (região da Vila Ipiranga), em Bauru. O buraco é tão grande que o município terá de usar em torno de 100 caçambas de entulho para recuperá-lo. O problema, que assola a vizinhança há anos, voltou a aparecer após as últimas chuvas.
![]() |
| Sandra mostra as rachaduras em casa perto da grande erosão |
Inclusive, o solo cede "em questão de minutos". Assim, Caroline descreve o desmoronamento, que costuma ocorrer a poucos metros do portão da sua residência, próximo à cabeceira do Córrego Água do Sobrado.
Além de temer a possível ampliação do buraco, a jovem reclama de rachaduras em boa parte das paredes. "O solo está cedendo cada vez mais e não conseguimos sequer concretar a garagem, porque tudo é destruído quando chove", narra.
Nora de Caroline, a dona de casa Sandra Aparecida Pedro da Rosa, de 46 anos, também mora no entorno da erosão. Segundo ela, a mesma situação se repete há mais de 20 anos. "A prefeitura arruma, mas, se cair uma chuva forte, o buraco volta a se formar".
VAI USAR ENTULHO
E, justamente, para evitar a continuidade deste transtorno, o titular da Secretaria Municipal de Obras, Ricardo Zanini Olivatto, optou por fechar a erosão com resíduos da construção civil, oriundos dos empreendimentos da cidade.
De acordo com ele, o material pétreo é mais resistente à chuva do que a terra propriamente dita. O município já deu início à recuperação do local, mas preferiu não estabelecer prazo, afinal, também deverá cumprir outras demandas consideradas urgentes.
Entre elas, o secretário destaca a recuperação das calhas do Rio Bauru e do Córrego da Grama, bem como fechamento de outra erosão, que divide o Tangarás do Jardim Redentor.
AUTORIZAÇÃO
Antes de dar início ao depósito de entulho pelo local, o titular da Obras precisou pediu autorização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), que chegou até a oficiar a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Ainda segundo Ricardo, a fase superior da erosão terá revestimento de solo, com o intuito de recuperar a cobertura vegetal do espaço.
Além de fechar a erosão, o secretário deverá ampliar a eficiência da rede de drenagem, por meio da instalação de mais tubos, bocas de lobo e dissipadores. "Os problemas envolvendo as ruas esburacadas e erosões estão diretamente ligados à drenagem defasada", observa.
Para o titular da pasta, a distância entre os imóveis e o buraco é razoável. Portanto, o secretário acredita que, mesmo se chover forte, a cratera não chegará até as casas do entorno.

