No Brasil, vivemos uma espécie de "era do insulto". Encontros formais da mais alta cúpula política, que deveriam ser exemplos de contundência com polidez, viram arena de batalha de bigas. Touradas. Pedra e pau. Em cena, provocativa verborragia. E nada de acordo e solução para os desafios nacionais.
Já pensou se você, ao invés de exercer seu ofício no trabalho, ocupasse o precioso tempo apenas turbinando intrigas? E fazendo futrica em tudo quanto é bastidor? Pois, é: nossas autoridades são bem pagas... para isso. Com o seu dinheiro - nunca é demais lembrar.
Experimentamos, também, um período hegemônico de ofensas em nossas próprias relações virtuais. Estamos com paciência muito curta para interagir com os diferentes. Queremos mais é a proteção de nossas bolhas narcísicas. De onde teclamos palavrões cirurgicamente direcionados a quem pensa de outra maneira.
Daí que, em meio a esse deseducado turbilhão, o que não temos é o direito de atacar quem curte inocentes futilidades. Notícias dos famosos, por exemplo, são um respiro. Alívio diante de um noticiário obrigatoriamente pesado ou de postagens que são pura artilharia.
Então é o seguinte: você se arrisca a dizer qual será o nome do bebê de Meghan Markle e do príncipe Harry? Se for menino, acho que será Benjamin. Menina: Alice. Bolsas de apostas indicam ser pouco provável que um nome menos clássico do que esses seja o escolhido.
Vamos degustar o suspense britânico. Voltamos depois às nossas brigas brasileiras. Nada como falar sobre o bisneto da rainha para esquecer um pouco de nossos problemas reais.