Política

Estado vai discutir leitos do HB com prefeito e vereadores dia 22

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Divulgação
Vereador Sandro Bussola, Doroti Vieira (DRS) e vereador Mané Losila: diálogo sobre a saúde

O protesto do vereador Sandro Bussola (PDT), que acampa desde a última segunda-feira (8) em frente à Diretoria Regional de Saúde (DRS-6), resultou em um compromisso do Estado em receber o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) e vereadores no dia 22 de abril, às 13h. O secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, pediu ontem que o município enviasse um ofício com o pedido, mas já estava colocando a data para o encontro (22/04).

O acampamento de Bussola vai sair da frente da DRS, pelo menos por enquanto, uma vez que o governo do Estado atenderá ao prefeito e parlamentares. O cumprimento da promessa de criação de 21 leitos no Hospital de Base (HB), sendo cinco de UTI, assumidos no governo passado, é a reivindicação principal.

"Agora que a reunião foi confirmada, vamos desmontar o acampamento e esperar que já tenhamos uma resposta efetiva no dia da reunião, e não apenas algum estudo. O que precisa é colocar os leitos para funcionar, a diretora Doroti Vieira, da DRS, nos recebeu bem, mas é uma decisão que depende do secretário, então é importante essa reunião na capital e esperamos voltar com a confirmação dos leitos que vão ajudar a reduzir a demanda, pois muitas pessoas continuam esperando", cita.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta assinou o ofício pedindo a reunião, nessa terça-feira (9) à tarde, documento encaminhado para a DRS em seguida. Ele afirma que estará na reunião do dia 22, na capital do Estado, pois o assunto já se arrasta há seis meses. "Esse compromisso foi assumido pelo antigo governo, em um pedido que veio do município, foi um compromisso do governo e não de candidato, por isso esse ato foi importante e essa reunião pode ajudar a ter essas vagas que Bauru e região esperam. Vou participar da reunião, pois o que foi acordado com o Estado é que essas novas vagas ajudariam a desafogar enquanto o Hospital das Clínicas não começa a funcionar, o que está previsto mais para o segundo semestre", destaca Gazzetta.

Além dos 21 novos leitos no Hospital de Base, o ato de Bussola pede ainda que o Estado abra de novo o Hospital Manoel de Abreu, e também o começo do Hospital das Clínicas (HC) da USP. "Nesse momento, a prioridade é conseguir os novos leitos, os demais assuntos como o Manoel de Abreu e o Hospital das Clínicas são importantes e vamos tratar, porém o principal agora é criar essas vagas que a região tanto precisa", finaliza Bussola.

ACAMPADO

Na sessão ordinária da Câmara Municipal da semana passada, o vereador Sandro Bussola levou um caixão para protestar contra a falta de vagas e mortes de pacientes esperando por internação no Pronto-Socorro Central (PSC) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Ele afirmou que, se não houvesse resposta do Estado, acamparia na DRS a partir de segunda-feira, o que fez efetivamente. No mesmo dia, recebeu o apoio de outros vereadores, e nessa terça-feira (9) foi recebido pela diretora da DRS-6, Doroti Vieira. No encontro, ela pediu que o vereador obtivesse um ofício do prefeito Gazzetta com o pedido formal de uma reunião com o secretário estadual, o que foi feito nessa terça mesmo. De segunda-feira (8) para terça-feira (9), mais de 20 pacientes conseguiram vagas e saíram da lista de espera, fato que o vereador atribuiu ao movimento.

Prefeitura descarta assumir HB

Na época da discussão para a criação do curso de medicina da USP, a prefeitura entraria com a contrapartida de assumir o Hospital de Base (HB), com um custo mensal de R$ 2 milhões ao município, e o Estado e União complementando o valor restante do custeio (R$ 6 milhões). Atualmente, contudo, o prefeito Gazzetta afirma que a prefeitura não pretende assumir o controle do HB e que espera a manutenção por parte do Estado, mesmo com o começo do Hospital das Clínicas (HC) da USP, o que pode ocorrer neste ano. Já a abertura do Hospital Manoel de Abreu, no momento, é vista como algo mais distante devido à falta de recursos.

O prefeito espera fechar o assunto com o secretário. "As conversas que mantivemos na criação do curso de medicina realmente eram para que a prefeitura assumisse o HB, mas depois não houve essa necessidade, o Estado vai criar o HC da USP e manter o HB, porque a proposta era aumentar a oferta de vagas. A prefeitura investiria R$ 2 milhões por mês, valor que continuará sendo usado na porta de entrada, gastamos isso praticamente apenas no PSC mensalmente, e o Estado com os demais hospitais e a criação efetiva de 180 vagas, que é o principal. Já o Manoel de Abreu é algo que o Estado já mostrou que não tinha recursos, pode acontecer mais para frente, porém, o custo estimado era de R$ 35 milhões. De maneira mais efetiva, o que vamos ter é isso, a prefeitura atuando na porta de entrada e o Estado mantendo os hospitais atuais e mais o novo da USP, uma vez que atendem não só Bauru mas toda a região", frisa.

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