Li como, de costume, o texto do João Jabbour publicado no domingo passado para ser lido como jornal de segunda. Explanou ele muito bem, como de costume, embora, como faz Zarcillo, que vez ou outra se faz tender a descer do lado direito e depois do lado esquerdo, e, com uma habilidade dada a poucos, volta a se equilibrar como um artista do Cirque de Soleil em cima do muro. Pareceu-me assim também Jabbour, no tocante à fé e à ciência com a impotentíssima descoberta sobre o buraco negro no imenso cosmos e suas leis, e o que já é sabido, porém, seria muito menos que o desconhecido, sobre tamanha imensidão.
Ciência esta que tem levado o homem a valiosíssimos passos e que por isso tende a apartar-se cada vez mais, entendo eu da "teoria" da criação, dando vaza à "teoria" da evolução de Charles Darwin. Arriscaria aqui, talvez ignorantemente em qualquer dos sentidos, que a evolução de milhares de anos ou milhões, se preferirem, não estaria levando-nos a um crescimento real e estaríamos mesmo retroagindo na maioria dos aspectos.
Realmente muito complexo o tema abordado pelo Jabbour, pois envolve aí a fé que cada um leva dentro de si e, como já disse alguém, "cada um de nós é um universo". Fé que envolve muitos deuses diferentes e que passa para o lado da paixão descometida, fé esta que fica cega e faz morrer o amor que seria pregado por todos os deuses de diferentes cores, tamanhos e poderes.
E como existe também uma teoria que o universo é tanto infinitamente grande como pequeno (um átomo pode ser dividido infinitamente por frações cada vez menores). Assim, li no domingo passado mesmo o jornal da segunda e pensei muito e confesso que a minha fé às vezes também vacila (talvez fosse tudo isso mesmo obra do acaso), como humano e fraco que sou.
Vem a segunda e mais uma grande "explosão": a Igreja de Notre-Dame ( Nossa senhora), joia de cultural e de religiosidade construída em estilo gótico, com quase novecentos anos de história, que persistiu às guerras e à ação do tempo, agora se rende ao fogo. A França e o mundo (católico) choram.
Assim postou em um vídeo meu sobrinho, padre Rodrigo Sena, agora em missão de estudos e morando na Europa, fato que talvez que tenha me feito sentir mais forte a minha pobre fé, principalmente quando vi os franceses cantando a música "Je vous solue Marie ("Jesus está com você Maria") enquanto a Igreja ardia em chamas. Respondi a seu post então assim: "Não nos desesperemos, Rodrigo, essas chamas certamente servirão para esquentar a fé de muitos que esfria".