Política

Governo do Estado pede 3 semanas para definição de novos leitos no HB

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação
A reunião do Estado com prefeito, vereadores e secretário acabou sem definições nessa segunda-feira (22)

O governo do Estado ainda está avaliando se vai mesmo criar 21 novos leitos no Hospital de Base (HB), promessa feita na gestão passada e que o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) e vereadores cobram que aconteça, para reduzir a fila de espera por vagas de internação na região. Em encontro nessa segunda-feira (22) na Capital, o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, pediu mais três semanas antes de uma definição. Novamente, foi colocado que a eventual criação de leitos no HB pode impactar em outros projetos, como o começo do Hospital das Clínicas (HC) da USP, previsto para o segundo semestre.

Na reunião dessa segunda (22), boa parte dos vereadores esteve presente em São Paulo, bem como o prefeito Gazzetta e o secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin.

O JC acionou o Estado e, de acordo com a pasta, os pedidos estão em análise e o secretário deve se posicionar dentro de três semanas. Já o vereador Sandro Bussola (PDT), que organizou protesto pelos leitos, acredita que há possibilidade concreta de algum investimento, posição também defendida pelo prefeito após o encontro.

Ainda participaram da reunião os vereadores Manoel Losila (PDT), Coronel Meira (PSB), Fábio Manfrinato (PP), Markinho Souza (PP), Natalino da Silva (PV), Miltinho Sardin (PTB), Yasmim Nascimento (PSC),Telma Gobbi (SD), Roger Barude (PPS), e o presidente da Câmara, José Roberto Segalla (DEM), além do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD), do deputado estadual Dirceu Dalben (PR), da Doroti Alves, da DRS-6, e de Antonio Rugolo Jr., da Famesp.

ESPERA

O vereador Sandro Bussola, que protestou acampando na frente da Diretoria Regional de Saúde (DRS-6), há duas semanas, entende que há possibilidade de obter a liberação. "O secretário pediu mais três semanas para avaliar e disse que, possivelmente, fará uma nova reunião ao final desse período em Bauru, com o prefeito e os vereadores. O custo das 21 vagas não é alto para o Estado e ajudaria bastante a reduzir a espera dos pacientes de toda a região. Acredito que, no momento em que estiver em nossa cidade, o secretário possa fazer algum anúncio de ampliação dos leitos", afirmou o parlamentar, logo após a reunião dessa segunda (22).

Pelo que a reportagem apurou, a probabilidade de autorização para 16 novos leitos comuns é maior. Já os cinco leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto encontram mais resistência, pelo custo, mas também é possível que sejam autorizados. Por outro lado, o Estado voltou a frisar que não há verba para todos os pedidos, e com isso, pode haver alteração nos prazos do Hospital das Clínicas da USP.

A possibilidade de a prefeitura assumir o Hospital de Base também está descartada, pois o município já investe todo o recurso disponível na saúde em unidades básicas.

Prioridades elencadas

Na reunião dessa segunda (22), o secretário estadual chegou a dizer aos vereadores de Bauru que a pasta colocava como prioridade o começo do Hospital das Clínicas (HC) da USP, e não os novos leitos do Hospital de Base (HB). Já o prefeito Gazzetta e vereadores têm posição diferente, pois lembram que o HB, por já estar em funcionamento, consegue dar conta mais rapidamente da fila de espera.

"Havia essa diferença de prioridades. O Estado colocando o Hospital das Clínicas e sem necessariamente os novos leitos do Hospital de Base, mas, desde o governo passado, o que foi combinado é que os 21 leitos do Hospital de Base viriam primeiro, de uma maneira paliativa. Depois, o Estado continuaria a ampliação de vagas com o Hospital das Clínicas, neste segundo semestre. Eu acredito que essa reunião ajudou a esclarecer isso, colocando as prioridades novamente em suas posições. Primeiro, os 21 leitos que precisamos para agora e, em seguida o Hospital das Clínicas da USP", afirma Gazzetta.

O investimento para os 21 novos leitos é de cerca de R$ 1,9 milhão, e o custeio mensal, acima de R$ 300 mil. Os parlamentares mostraram, contudo, que o município perdeu leitos nos últimos dez anos, o que agravou a crise na saúde da região. Já a volta do Hospital Manoel de Abreu está descartada por enquanto, devido ao alto valor para a reforma.

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