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Estratégia: convivência integrada entre os homens e as máquinas

Manoel Messias Mello
| Tempo de leitura: 3 min

Tenho assentado que embora haja um avanço significativo da tecnologia e dos sistemas inteligentes, os cientistas de robótica têm afirmado que três características específicas do homem ainda não foram conseguidas no processo machine learning: criatividade, versatilidade e emoção, que se tornam fatores relevantes para se alcançar melhores resultados em um novo tempo de inteligência artificial. (artigo publicado no linkedin - 'Estratégia: sem ela não há futuro. Vendas, cenário desafiador').

Agora vejo um artigo publicado em um site de notícias dizendo que chegou a hora de impor ética a robô esperto e sem controle e que a União Europeia está dando o primeiro passo. Informa resumidamente que as plataformas de inteligência artificial já estão em diversas áreas de negócios e que o uso desses sistemas levanta questões éticas, pois executam tarefas de modo automático sem qualquer intervenção humana, recorrendo a algoritmos para realizar ações antes executadas por seres humanos. Como ponto de partida, diz a publicação, a União Europeia estipulou sete pontos para que uma inteligência artificial seja confiável: supervisão humana, robustez e segurança, privacidade e governança de dados, transparência, diversidade e não discriminação, bem estar e prestação de contas.

Andrus Ansip, chefe digital da Comissão Europeia, diz claramente que "uma inteligência artificial ética é uma proposta do tipo ganha-ganha, que pode ser uma bem vinda vantagem competitiva para a Europa: ser líder em inteligência artificial focada nos seres humanos em que as pessoas podem confiar." (noticias UOL - união europeia dá passo para levar ética a inteligência artificial).

O tema tem sido abordado no Brasil, de forma mais profunda e consistente, pelo Executivo Márcio Bueno da BE&SK, criador do conceito Tecno-Humanização, que ensina as empresas a criarem riqueza, sem gerar miséria à sua volta. Afirma o Executivo que "a Tecno-Humanização é uma metodologia que une tecnologia e pessoas para transformar empresas em organizações rentáveis e conscientes, aplicando modelos e ferramentas que abordam de forma integrada e sistêmica os processos de Transformação Tecnológica, de Negócio e de Mentalidade, porque acreditamos na coexistência de um mundo fraterno e próspero".

Tenho afirmado em minhas consultorias que nada substitui os talentos humanos nas empresas e que é necessário dar condições para que cada um exerça conscientemente suas capacidades de criar e de encontrar soluções até então improváveis diante de desafios cotidianos, que possam impulsionar os negócios e os resultados. Essa possibilidade está intimamente ligada ao clima organizacional, pois seres humanos essencialmente não podem perder sua competência exclusiva de inteligência emocional. É necessário deixar fluir no cotidiano a emoção que envolve o ser humano integral. A pressão por resultados têm inibido às pessoas de pensar com criatividade na busca por soluções criativas e inovadoras.

Competir com a tecnologia ou submeter-se exclusivamente a ela não nos levará ao crescimento sustentável. Sempre faltará o componente que dá vida às empresas e organizações: as habilidades exclusivamente humanas, que as máquinas não aprendem em processo contínuo. A estratégia é a convivência integrada entre homens e máquinas na consecução de objetivos desafiadores em tempo de avanço exponencial da transformação tecnológica.

O autor é consultor e palestrante, especialista em Planejamento, Estratégia e Liderança. Sócio diretor na MO Consult.

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