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Adaptação no HC/USP de Bauru custa R$ 12 milhões

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto/JC Imagens
A Unidade 2, chamada de Predião, não foi concebida para ser um hospital geral e, por isso, são necessárias diversas adaptações

A transformação do Predião da Universidade de São Paulo (USP), no Câmpus de Bauru, em um hospital geral - para a instalação do Hospital das Clínicas (HC), vinculado ao curso de Medicina - depende de investimento de R$ 12 milhões em adaptações. A despesa não inclui necessidades ainda a serem elencadas para os serviços ambulatoriais previstos na unidade onde hoje está o HRAC/Centrinho.

As informações integram o estudo técnico realizado pela Secretaria Estadual de Saúde, iniciado no final do governo passado, para a implantação do HC/USP em Bauru. A medida integra o conjunto de ações vinculadas à criação do curso de Medicina com a chancela da universidade.

Na última quinta-feira, o superintendente do Centrinho e coordenador do projeto Medicina e HC/USP Bauru, professor doutor José Sebastião dos Santos, recebeu a solicitação de apontamentos, como parte do cronograma visando a implantação do sistema. "Recebi a solicitação hoje (quinta-feira) para apontar os ajustes. A Secretaria Estadual de Saúde contratou a Cops para esse encaminhamento. E nós temos de providenciar as informações, o Plano de Ocupação Assistencial e os perfis administrativo, financeiro e jurídico para o funcionamento disso tudo. O estudo técnico aponta R$ 12 milhões para o hospital geral, isso para a Unidade 2, o Predião, onde uma série de adaptações são necessárias", comenta.

MUDANÇAS

O Predião, na origem, não foi concebido para ser hospital geral. As modificações, portanto, incluem desde redimensionamento de espaços clínicos e de demais serviços até a instalações específicas (rede de água aquecida, rede de gás, estrutura para hemodiálise e centro cirúrgico, revisão dos espaços para instalação de UTI, instalações elétrica, hidráulica e outros).

"Este estudo técnico traz o apontamento de R$ 12 milhões para a Unidade 2 onde estamos falando de internação. Deixamos para uma outra etapa a Unidade 1, do Centrinho, onde está previsto o serviço de ambulatório para o programa. Vamos providenciar as pendências solicitadas para que o cronograma prossiga", informa Sebastião dos Santos.

Contudo, a Secretaria Estadual de Saúde está em compasso de definição deste e de outros investimentos. A equipe técnica apresentou os dados. Mas, conforme a assessoria de imprensa da pasta, as ações envolvendo Bauru envolvem definições, investimentos e cronograma orçamentário para o Manoel de Abreu, novos leitos reivindicados para o Hospital de Base e a implantação do HC.

A orientação é de que a Secretaria Estadual de Saúde apresente a avaliação para cada um dos entes envolvidos (Executivo e Legislativo locais e universidade) - cada qual em sua área - para a tomada de decisão quanto a distribuição orçamentária para as demandas. A pasta, conforme informado pelo JC, apresentará a avaliação em meados do mês de maio.

 

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