Como é maravilhoso ter nascido no campo em seus tempos áureos, quantas experiências que hoje a maioria das crianças não desfruta.
Quantos cuidados naturais da vida no campo que nossos pais precisavam tomar diariamente para executar suas tarefas. Temores na colheita do algodão, café, do milho com cobras que repousavam à sombra do causticante sol. Na ordenha das vacas pelas madrugadas, o cuidado com os chifres dos animais ainda não domesticados. As patas dos cavalos que por algum motivo poderiam desferir um potente coice. Como se proteger das epidemias de tifo, maleita, tétano, febre amarela, das viroses corriqueiras ainda nos dias atuas, que vez por outra dão o ar graça.
O temido mês de agosto, que todo ano aparecia cachorro babando, e as mães gritavam: "Não saiam de casa que é mês de cachorro louco!". O fato é que o sábio homem do campo superava todas as dificuldades. Os filhos cresciam neste ambiente, adultos migravam para as cidades em busca de oportunidades melhores. Gever Lima de Souza conviveu com as preocupações naturais do campo, na "Melhor idade" passou a morar na cidade grande. Vencidas todas as provas no campo, na cidade grande um mosquito, chamado "Aedes aegypti), em poucos dias lhe tirou a vida. Podemos até amenizar dizendo que a vida é assim mesmo: "Mas não deveria ser", porque a culpa é do próprio homem vivendo na cidade, sem os cuidados e preocupações naturais, que no campo existia. Que saudades de minha mãe: Gever.