Tribuna do Leitor

Produtividade Chinesa, mas com respeito às leis brasileiras

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Assisti hoje (25/4) a uma cena diferente. Vi dezenas de guindastes Munck e suas equipes de trabalho a serviço da CPFL no Jardim Alvorada, próximos do Geisel, substituindo postes e rede elétrica. Foi no início da tarde fui encontrar minha esposa, que leciona em uma escola pública na região.

Tive que dar várias voltas porque todas as ruas foram bloqueadas pelos caminhões, além de passar sobre fios e cabos que estavam espalhados pela rua. Nenhum aviso, nenhuma rota para desviar e nenhuma orientação. Ainda um funcionário com pouca educação acenava à distância e fazia sinal com a mão para que eu me afastasse, propondo um difícil recuo de ré uns 200m e passando entre os caminhões que bloqueavam a rua, postes e fios.

Quando finalmente cheguei à escola, a mesma tinha seu estacionamento bloqueado por outro caminhão que retirava os galhos que ameaçavam os fios. Também fui informado pela esposa que a sua aula e outras foram prejudicadas sem iluminação e ventiladores, sacrificando os alunos do ensino fundamental, entre primeira e quinta série e quase inviabilizando as aulas.

Também soube que a escola foi pega de surpresa, sem aviso. Depois confirmei com a ANAEEL (agência reguladora de energia) que isto feria uma resolução de obrigatoriedade de comunicação com boa antecedência (mínimo de uma semana), aparentemente não respeitada pela CPFL.

É muito bom e importante que a rede elétrica seja melhorada e modernizada e aparentemente a CPFL, agora com acionistas chineses, está a pleno vapor. No entanto, é muito mal sinal o desrespeito com os motoristas a inexistência de sinalização, de aviso prévio, de planejamento para desvio do trânsito e principalmente notificar a escola para que os alunos não tivessem como tiveram muitas dificuldades.

Espero que isto seja notado pelos responsáveis pelo serviço e que os avisos aconteçam e que não exista mais prejuízos a escolas, hospitais, creches e outros. Que a prefeitura seja notificada e coloque orientadores de trânsito na tarefa que eles deveriam fazer. Além disso, que a prefeitura tome medidas contra esta invasão nas ruas, sem acompanhamento e aparentemente sem a presença e fiscalização do município.

 

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