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Mais entidades se mobilizam pelo retorno da hemodinâmica no HB


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Mais entidades entraram na mobilização por conta do fim do serviço de hemodinâmica no Hospital de Base (HB). Agora, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Bauru e a Associação dos Engenheiros Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) também entraram na luta para tentar reverter a situação.

O JC revelou, na edição da última terça-feira, que o HB está sem o equipamento desde o dia 18 de abril. A Secretaria de Estado da Saúde admite que o aparelho era obsoleto - usado desde os anos 1980 - e não havia mais possibilidade de conserto. Desta maneira, apenas a compra de um novo resolverá o problema, com um custo de cerca de R$ 2,5 milhões. O aparelho era usado no diagnóstico e tratamento de doenças que provocam obstrução de artérias, como infarto, AVC, aneurisma, isquemia e trombose, e agora o único equipamento em Bauru é o do Hospital Estadual (HE) para atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Após a notícia, a Associação Paulista de Medicina (APM) e a Câmara dos Vereadores demonstraram ampla preocupação e se mobilizaram para tentar reverter a perda.

A Acib, através do seu presidente, o economista Reinaldo Cafeo, enviou ofício na manhã de ontem para a APM, colocando-se à disposição para cobrar os órgãos públicos competentes na agilização da compra de uma nova máquina de hemodinâmica para o HB.

Segundo Cafeo, "é inadmissível uma cidade do porte, importância e localização geográfica de Bauru" ficar com apenas um tipo de equipamento como este para atender aqueles que são assistidos pelo SUS, referindo-se ao existente no Hospital Estadual (HE).

"É impensável que a população de Bauru tenha apenas um equipamento para diagnóstico de enfermidades tão graves como o infarto, AVC, aneurisma, isquemia e trombose. Para estas doenças, o atendimento imediato faz a diferença entre a vida e a morte. O Hospital Estadual ficará ainda mais sobrecarregado", observou Cafeo.

A Acib também enviará ofício para a Secretaria de Estado da Saúde e ao Departamento Regional de Saúde (DRS) cobrando agilidade na resolução do problema.

Por meio de nota emitida pela presidente Marcia Regina Negrisoli Fernandez Polettini e de toda a diretoria, a OAB Bauru também se solidarizou à APM. "A falta do equipamento priva o cidadão do direito de acesso à tratamento de saúde e requer medidas urgentes para normalização do atendimento à população", destacou o comunicado.

Conforme adiantou a coluna 'Entrelinhas' de ontem, a Assenag também divulgou nota para reverter a situação. "Entendemos, junto à APM, que a falta deste atendimento pode acarretar em sérios problemas de saúde aos pacientes. Por isso, firmamos este apoio para a retomada urgente do serviço", concluiu a entidade.

Nesta semana, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Bauru alegou que a região possui cinco máquinas de hemodinâmica disponíveis, contando com a do HE. Afirma ainda que analisa medidas com os gestores regionais para garantir a assistência. Vale lembrar que área de atuação da DRS de Bauru é ampla e compreende mais de 60 cidades. O departamento alega também que o equipamento será substituído, mas não dá prazos para isso ocorrer.

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