2020 marcará a realização da 34ª Bienal de Artes de São Paulo e os primeiros detalhes começam a ser definidos. A programação começará em março e apresentará, até agosto, três exposições individuais no pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera.
Ao menos 20 espaços da Capital terão mostras individuais. Com orçamento médio de R$ 23 milhões nas últimas três edições, sendo cerca de metade desse valor captado via leis de incentivo, a Fundação Bienal ainda assim não deverá sofrer com as recentes mudanças na lei operadas pelo governo Bolsonaro.
Isso porque o teto de R$ 1 milhão imposto a cada projeto a partir de agora não será aplicado a grandes festivais de arte.
No fim das contas, São Paulo verá em 2020 um ano inteiro de Bienal, além de alguns meses da mostra coletiva pautando grande parte do circuito de exposições institucionais da cidade.
Atual presidente da Fundação Bienal, José Olympio Pereira enxerga com bons olhos o esforço conjunto das instituições em torno do evento. "A cada bienal, os museus tinham programações caprichadas, mas que não necessariamente estavam em diálogo", afirma Pereira.
"O que estamos fazendo agora é fazer com que esse conjunto de instituições trabalhe em torno de um projeto comum."