Internacional

Maduro volta a endurecer censura na Venezuela

FolhaPress
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Caracas - O ditador Nicolás Maduro voltou a endurecer a censura na Venezuela em meio a retomada dos protestos da oposição contra seu regime.

Foi, assim, mais uma semana difícil para os que ainda defendem a liberdade de expressão no país, mesmo após tantos anos de perseguição a jornalistas nacionais e estrangeiros, expropriação de emissoras de TV e sufoco financeiro aos grandes jornais -o que fez muitos deles serem comprados por apoiadores do chavismo.

Segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), apenas na quarta-feira (1º) foram doze jornalistas vítimas de ataques e prisões. Ao longo da semana, foram 60, incluindo as deportações de jornalistas estrangeiros que tentaram entrar no país às pressas por conta dos acontecimentos de terça-feira (30).

Apesar da perseguição, alguns veículos independentes ainda conseguem sobreviver no país, como os sites La Patilla, Efecto Cocuyo e El Pitazo.

Luz Mely Reyes, uma das principais jornalistas da Venezuela e uma das fundadoras do Efecto Cocuyo, sai e entra do país com frequência, por conta de ameaças que recebe do Sebin (Serviço de Inteligência Bolivariana).

Outra das fundadoras do site, Laura Weffer, se mudou de vez para Miami. "Nós, jornalistas, somos muito frágeis. Ainda que acreditemos que o jornalismo tem muito poder, diante desses poderes estabelecidos e ditatoriais, é difícil manter-se ativo", afirma.

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