| Samantha Ciuffa |
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| Ari Fernando Maia, Clodoaldo Meneguello Cardoso e Kátia Valérya durante a reunião ontem |
O Conselho Municipal de Direitos Humanos começou a elaborar as atividades que serão desenvolvidas na 1.ª Semana Municipal de Direitos Humanos, marcada para dezembro deste ano. Criada por lei, a programação pretende reunir diversos conselhos, entidades, sindicatos, líderes comunitários, Ministério Público, Defensora Pública e o governo municipal, através de pastas como Educação, Saúde e Sebes, e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal.
Ontem, o assunto foi debatido em reunião do Observatório em Direitos Humanos da Unesp de Bauru, com as presenças de Kátia Valérya, presidente do Conselho; o professor Ari Fernando Maia, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Unesp e vice-presidente do Conselho; e o professor Clodoaldo Meneguello Cardoso, do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp e coordenador do Observatório, que é um dos parceiros da Semana.
Uma reunião aberta à toda a comunidade hoje, às 18h, na sede da Apeoesp (rua Gérson França, 9-23, Centro), vai discutir propostas voltadas para a programação. "Como esta é a primeira vez que haverá uma Semana de Direitos Humanos, vamos trabalhar com tudo o que envolve os direitos, desde o acesso à comida, educação, lazer, esporte, saúde e cultura, procurando fazer um conjunto de atividades de maneira descentralizada em toda a cidade. Para isso, vamos precisar do apoio do maior número possível de interessados e também de parceiros para custear a Semana, com a confecção de camisas, materiais, entre outros, pois o Conselho não possui verba própria", frisa Kátia.
TEMA
Neste primeiro ano, o tema escolhido são os Direitos Sociais. "O acesso da população aos direitos básicos fundamentais precisa entrar na discussão e, por isso, escolhemos esse tema, o que vai desde o direito ao trabalho, passando por educação, saúde, lazer, habitação. As pessoas que reivindicam melhorias estão, mesmo sem saber, lutando por direitos humanos, pois todos eles fazem parte", afirma Ari Maia.
Os organizadores pretendem ter a programação preliminar definida até julho, para viabilizar a busca por parceiros. "O foco é discutir tudo o que envolve os direitos humanos e de uma maneira ampla, não indo em situações pontuais, no varejo, mas em coisas maiores, no atacado, com a discussão de políticas públicas voltadas a esses direitos básicos", lembra Cardoso.
