FOI POUCO
Ainda repercute muito o chocolate do Palmeiras no Santos. Num duelo de grandes, nunca vi um time ter tanta facilidade para golear. Foi a melhor partida do Alviverde após a volta de Felipão e 4 a 0 foi pouco. Além da liderança isolada e uma invencibilidade histórica de 28 jogos no Brasileirão, o implacável Palmeiras tem o ataque mais positivo e a defesa menos vazada. Já o Alvinegro praiano deve ter perdido o rumo na descida da serra. Gosto de Sampaoli e torço para que ele fique muito tempo no Peixe, só que o comandante exagera nas inovações. Não entendi as barrações de Victor Ferraz e Jorge. O garoto Rodrygo, principal atleta do elenco, sequer pisou no gramado do Pacaembu sábado à noite.
VACILO
São Paulo tinha que fazer a lição de casa mas desperdiçou a chance de ter a mesma pontuação do líder. O empate com Bahia no lotado Morumbi não foi um desastre para o 3º colocado Tricolor, único invicto do equilibrado Brasileirão junto com Palmeiras. Mas dois pontos lá na frente podem fazer muita falta
EVOLUI
Após dois jogos sem vitória no Brasileirão, o Corinthians melhorou de rendimento, mereceu vencer o time reserva do Athlético-PR e deu bom salto na tabela. Agora é o 8º, a dois pontos do G4. Pedrinho desencantou e Vágner Love continua sendo o melhor da equipe depois de Cássio
NA BRONCA
A derrota do Flamengo para o Atlético-MG deixou a torcida rubro-negra irada. A sede do clube (Gávea) e o CT Ninho do Urubu amanheceram pichados com pedidos da saída de Abel
GIGANTE
O Athletico-PR não é time mediano como disse um apresentador de TV. Já é um gigante do futebol brasileiro. Se o Furacão é mediano, o Vasco é um anão
TRONO
O final de Game of Thrones agitou a noite esportiva de domingo, dividindo até a atenção do duelo Raptors x Bucks pelas finais do Leste da NBA. No Bar Dona Maria, onde o assunto dominante é futebol, ao invés dos jogos do Brasileirão e mesas redondas, os seis aparelhos de TV ficaram ligados na série da HBO. Bauru tem nova banda de rock: "Game of Litrones"
MEMÓRIA
Paulistão de 1977: Noroeste 1 x 0 Santos, em Bauru, gol de Nélson Borges. Árbitro: Emídio Mesquita. Público: 8 mil. Noroeste: Ademir; Aloísio, Didi, Araújo e Mauricinho; Jair, Baroninho e Palito; Carbono, Nélson Borges e Rodrigues. Técnico: Zé Carlos Coelho. Santos: Ernani; Fausto, Marçal, Alfredo e Fernando; Bianchi, Zé Mário (Bozó) e Aílton Lira; Babá, Juari e João Paulo. Técnico: Oto Glória
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço jornalista Adílson Camargo (Lettera).