Como se cria um governante? Existem diversas formas! Desde a criação de berço, como monarcas, sangue azul, nobres, herança de família. Outra maneira seriam os erros cruéis de escolha do povo que, levado pela desesperança com a atual situação, ou mesmo esperança exacerbada em dias melhores, à espera de um salvador da pátria, assim elegem governantes acéfalos.
O imperador Nero (37DC -68DC), a que faço menção, era de uma linhagem nobre, há controvérsias sobre sua administração, todavia, um fato terrível deixa clara a fragilidade de sua sanidade mental: o assassinato de sua mãe, que, segundo os anais da história, foi ele o mandante.
As relações consanguíneas entre a monarquia, parentescos, tutores e nomeações sempre foram regadas de disputas e invejas, levando a assassinatos e golpes. No caso de Nero e tantos outros governantes levados ao poder por direito de nascimento, a plebe pouco ou nada poderiam fazer. Diferentemente de governantes alçados ao poder por escolha de um povo, este sim, se usar de seu poder democrático, tira e põe. Será?
Ledo engano! Os governantes pseudo-democráticos se perpetuam nos cargos, se revezando com seus familiares, filhos, irmãos, compadres e agregados, a plebe acéfala pouco ou nada faz, sempre sendo usada como massa de manobras políticas, que sejam idiotas úteis ou inúteis.
Os discursos inflamados com viés patriótico, fanatismo religioso e rigor de moral e bons costumes, que haja vista, é sempre para inglês, são as bandeiras desses anticristos que surgem nos quatro cantos do planeta, de tempos em tempos. Fechando minha analogia, segundo historiadores, Nero incendiou Roma, digamos que Naro incendeia... a Pátria amada...