Esportes

Racismo: Ato cobra punição

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Membros do conselho distribuíram panfletos, conversaram com população e repudiaram o caso

Em ato realizado no Calçadão da Batista, nesse sábado (25) de manhã, no cruzamento com a rua 13 de Maio, conhecido como esquina da resistência, membros do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru e de outras entidades repudiaram e cobraram punição ao suposto racismo sofrido pela jogadora de vôlei sub-17 do Barueri Isabelle Venâncio. Por meio de panfletagens, os participantes alertaram a população sobre o caso e a importância em denunciar quem pratica crime racial.

Conforme o JC antecipou na edição de anteontem, Gilmar Venâncio, pai da jogadora, relatou em redes sociais sua indignação por supostas ofensas racistas sofridas por parte de membros da torcida pela atleta em jogo contra o Sesi Vôlei Bauru, na última quarta-feira (22).

"É vergonhoso e demonstra o quanto a nossa cidade precisa avançar sobre a luta do combate ao racismo, preconceito, intolerância religiosa, discriminação e outras violências que, nós pretos, passamos no cotidiano. Não tem como deixar passar batido mais uma atitude violenta que certamente deixará marcas nesta jovem, e em nós também", afirma Greice Luiz, presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra.

O ato, no entanto, reuniu menos pessoas que o esperado, o que não desmotivou os participantes, que abordaram o máximo de pessoas possível.

"O combate tête-à-tête é de extrema importância para que as pessoas entendam o que é essa violência. O ato no Calçadão, independentemente de números, significou muito", completa Greice.

No panfleto distribuído, o conselho cobra a diretoria do Sesi Bauru para que identifique os criminosos e adote medidas para coibir agressões raciais por torcedores.

A Prefeitura Municipal lançou nota nas redes sociais, na última sexta-feira (24), se solidarizando e pedindo desculpas para a atleta em nome da cidade.

AJUDA

Por meio de nota, o Sesi Vôlei Bauru disse ter analisado o vídeo da partida, mas a gravação não possui áudio. "Nele (vídeo), infelizmente, não é possível identificar o autor da informada injúria racial direcionada à atleta do Barueri", diz a diretoria, informando que não desistirá da busca pela Justiça para o caso. "O Sesi Vôlei Bauru pede ajuda de todos que possam colaborar conosco com as apurações, especialmente àqueles que estiveram presentes no local e horário da realização da mencionada partida", cita.

Gravações em vídeo ou testemunho de injúria racial na partida devem ser comunicadas pelo telefone (14) 3104-3900. "Ajudem-nos a identificar o autor a fim de que possamos tomar todas as medidas legais cabíveis ao caso. Garantiremos o sigilo de quem denunciar e colaborar conosco", finaliza o Sesi Vôlei Bauru.

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