| Fotos: Divulgação |
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| Portas e janelas tinham telas de proteção de insetos rasgadas |
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| Alimentos em contato com o piso também foram encontrados |
A situação da merenda oferecida aos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor Geraldo Arone, no Núcleo Fortunato Rocha Lima, em Bauru, foi alvo de uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesta semana e várias irregularidades foram encontradas. Quase 300 escolas paulistas foram vistoriadas, incluindo algumas na região.
Segundo o TCE, foram flagradas portas e janelas com telas de proteção contra insetos rasgadas, falta de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e de Alvará da Vigilância Sanitária. O órgão também constatou produtos proibidos na merenda, como enlatados, sucos em caixinha, preparados e doces, além do cardápio diferente do previsto para o dia.
A lista inclui, ainda, a presença de alimentos armazenados em contato direto com o piso; sachês de mel fora da embalagem, sem indicação de fabricante, validade e outras informações obrigatórias; fogão enferrujado; armários em mau estado de conservação; e limpeza da caixa d'água, desinsetização e desratização vencidos.
OUTRO LADO
A Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria de Educação, se posicionou a respeito dos apontamentos feitos pelo TCE por meio de nota enviada pela assessoria de comunicação. Nela, a pasta informa que ainda não foi notificada oficialmente, mas que já está tomando algumas providências sobre os fatos relatados.
"Com relação à merenda escolar, um grupo de nutricionistas e supervisores irá vistoriar o local nesta quinta-feira (30) e tomar as providências devidas. Mas a secretaria adianta que as merendeiras não podem alterar o cardápio feito pelos nutricionistas e todas são orientadas sobre o acondicionamento dos alimentos", diz.
Com relação à desratização/desinsetização, a Secretaria de Educação revelou que existe um processo em andamento e que irá alterar a periodicidade do serviço, que passará a ser realizado a cada seis meses e não anualmente e com reforço, como ocorre atualmente.
A pasta salientou, ainda, que um grupo foi criado pelo gabinete do prefeito para regularizar todos os imóveis públicos sem AVCB. Complementou também que não são exigidos alvarás da Vigilância Sanitária para escolas de Ensino Fundamental, mas somente para unidades de Educação Infantil e Ensino Superior que prestam serviços à comunidade.
"Os reparos de portas, janelas, redes de proteção, entre outros, já foram solicitados à empresa de manutenção e foram incluídos na programação dos serviços. Outras manutenções mais simples, como troca de lâmpadas, colocação de vidros e limpeza de calhas para prevenir a dengue estão sendo realizadas rotineiramente", pontua.

