São Paulo - O prefeito Bruno Covas (PSDB) convidou ontem oito empresa de compartilhamento de patinetes a se credenciarem para operar na cidade e apenas duas aceitaram. As outras seis pediram mudanças no decreto editado por Covas com regras para o setor. Os representes da Grow, dona dos patinetes Grin e Yellow, que vinham operando e tiveram seus equipamentos apreendidos nesta semana, foram impedidos de entrar na reunião.
As empresas que toparam se credenciar são a Scoo e a Flipon, com frota de 550 patinetes. O total da Grow chega a 4 mil unidades - cerca de 1,5 mil já foram apreendidos, segundo a empresa. Mesmo a Scoo terá de pedir resolver uma questão para continuar nas ruas: a empresa tem parceria com o aplicativo de entregas iFood, mas o decreto de Covas proíbe transporte de cargas por patinete. "Vamos pedir esclarecimentos", disse o CEO da empresa, Denis Lopardo.
Houve a tentativa dos representantes da Grow de participar da reunião. No térreo da Prefeitura, foram informados pelas recepcionistas que não poderiam subir, depois de se identificarem. "A Grow, holding dos patinetes Grin e Yellow, manifesta perplexidade diante de sua exclusão em reunião com empresas interessadas em operar patinetes na cidade", diz nota da empresa. "Seguimos abertos a dialogar com o poder público em prol da mobilidade urbana. A empresa é a favor de uma regulamentação e do credenciamento, respeitando direitos básicos dos usuários e da empresa."
A assessoria de imprensa do prefeito disse que elas não foram convidadas "porque judicializaram a questão". Covas afirmou que "as empresas que não vieram não se cadastraram e, portanto, não podem operar na cidade de São Paulo", mas que quem fizer o cadastro - que consiste na entrega de documentos formais de identificação da empresa - poderá trabalhar automaticamente. "Não estou negando o direito da empresa (de buscar a Justiça caso se sinta prejudicada), alegou o prefeito, ao ser questionado.