Geral

Semma renovará com aterro e Emdurb

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.
O aterro sanitário privado, situado em Piratininga, recebe o lixo de Bauru desde 2016

A Prefeitura de Bauru recebeu nesta semana o relatório da primeira fase de estudo para concessão do tratamento do lixo, mas como mais etapas serão cumpridas, o programa deve começar a funcionar apenas no ano que vem. Até lá, o modelo atual continuará e a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) já renovou contrato por mais um ano com a empresa que gerencia o aterro sanitário privado de Piratininga, a CGR Guatapará/Estre Ambiental, pelo mesmo valor que vinha sendo praticado.

Já a coleta e transporte devem ser renovados com a Emdurb por mais seis meses, pelo menos. O vínculo atual vai até o começo de julho e, no momento, a prefeitura faz a cotação de preços com empresas privadas para assinar um contrato com a Emdurb, com dispensa de licitação. Hoje, Bauru gasta anualmente quase R$ 20 milhões com a coleta, transporte e destinação final dos resíduos.

VALORES

Apenas com a disposição final do lixo orgânico, no aterro de Piratininga, o valor é de R$ 7,5 milhões anuais. O município conseguiu a renovação com a empresa com o mesmo valor, de R$ 83,50 a tonelada. Este foi o preço do primeiro contrato, assinado em maio de 2016 e foi mantido nas renovações, inclusive agora. "A empresa aceitou manter o mesmo valor. Com isso foi possível renovar", lembra o secretário de Meio Ambiente, Sidnei Rodrigues.

Na coleta e transporte, o processo de renovação com a Emdurb está em fase final. Até o ano passado, a empresa municipal recebia mais de R$ 141,00 por tonelada. Agora, o valor está em R$ 133,90. Em um ano, o gasto com a coleta e transporte chega a R$ 12,3 milhões. A Emdurb tem atualmente 20 caminhões próprios, mas apenas nove estavam funcionando na última sexta-feira, de acordo com o diretor de limpeza pública da Emdurb, Márcio Teixeira. A coleta em todos os setores só é possível, pois a empresa aluga mais oito veículos.

FROTA

Apesar de estudar a possibilidade de uma Parceria Público Privada (PPP), o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) diz que não pretende terceirizar a coleta e que vai autorizar a compra de mais dez caminhões de lixo. A licitação deve ser aberta neste mês. "Estamos apenas esperando a definição do modelo de caminhão que será adquirido, porque temos a opção de comprar caminhões iguais aos atuais ou um modelo novo que permite, em um único veículo, a coleta seletiva, orgânica e de materiais como pilhas e baterias. Vamos analisar se isso compensa, porque pode reduzir custos e permitir que de uma vez só seja feita toda a coleta, mas para isso precisaremos de um grande trabalho de conscientização ambiental", frisa.

Campanha ambiental prevê até sacola azul

São coletadas em média 300 toneladas de lixo por dia em Bauru, volume que é levado ao aterro sanitário de Piratininga. Desse total, pelo menos 40% poderia ir para a reciclagem, mas ainda é descartado junto com o material orgânico. Perde o meio ambiente, que acaba tendo mais lixo sendo enterrado, e perde a economia, pois muitas famílias poderiam obter renda com a reciclagem.

Para aumentar a conscientização, a Semma e a Emdurb falam em ampliar o trabalho de campo, com educação e mostrando a necessidade da separação do lixo. Uma das campanhas previstas é a da sacola azul, com a distribuição de sacolas plásticas nesta cor para que a população faça o descarte correto e tenha diferenciação do lixo orgânico.

Estudos da PPP

A segunda etapa do estudo da Parceria Público Privada (PPP) deve ser entregue pela Caixa no final do ano e pode avançar no ano que vem para operação até julho de 2020.

O gerente de filial de Governo da Caixa, Sérgio Amadeo, explicou que o estudo para implantação da PPP está sendo realizado com recursos do Fundo Especial para Parcerias do Governo Federal, portanto o município não tem custos. "Até o final do ano, a Caixa deverá entregar o relatório da segunda etapa, que é o estudo da viabilidade econômica, financeira e ambiental desse projeto para que ele possa ser licitado pela a Prefeitura, se o prefeito aprovar os resultados", disse ele. Ainda de acordo com Amadeo, as estimativas de custos indicam que o Município, com essa Parceria Público Privada, irá economizar entre 15% e 20% em relação aos valores atuais.

Comentários

Comentários