Queixas gastrointestinais durante o exercício
Reclamações sobre problemas gastrointestinais são comuns em esportistas e atletas de endurance, podendo provocar queda na performance e na recuperação. As queixas variam de acordo com a severidade e a prevalência dos sintomas, como náuseas, vômitos, angina abdominal e diarreia com sangue, depende da população, sexo, idade, status de treinamento, tipo e intensidade do exercício e, condições ambientais.
Sintomas
Durante eventos de endurance exaustivos, de 30% a 50% dos participantes apresentam um ou mais sintomas gastrointestinais. Entre as manifestações deletérias apontadas durante o exercício extenuoso são as erosões da mucosa e a colite isquêmica. Durante o exercício máximo o fluxo sanguíneo para os órgãos pode ser reduzido em até 80% para providenciais fluxo suficiente para os tecidos ativos, resultando em isquemia da mucosa intestinal e aumento na permeabilidade da mesma.
Postura
As causas mecânicas de problemas gastrointestinais podem também ser relacionadas ao impacto e a postura. Por exemplo, esses sintomas são mais comuns em corredores do que em ciclistas. A alimentação também pode contribuir no aumento desses sintomas, como por exemplo um maior consumo de fibras, proteínas, frutose e alta concentração de carboidratos em líquidos. A desidratação, possivelmente resultante de uma ingestão de fluidos inadequadas, pode exacerbar esses sintomas.
Diabetes gestacional
O maior efeito adverso da diabetes gestacional (DG) é o crescimento fetal excessivo resultando em bebês grandes para idade gestacional. Um maior peso de nascimento é associado um maior risco de obesidade na infância, doença cardiovascular e diabetes no decorrer da vida. O objetivo primário é manter as concentrações séricas de glicose materna em níveis aceitáveis, reduzir os níveis de glicose pós-brandial através de estratégias como a restrição na ingestão de carboidratos de alto índice glicêmico e um aumento no consumo de fibras.
Alimentação
Alimentos com menor índice glicêmico tem demonstrado diminuir a glicose pós brandial em indivíduos saudáveis. O índice glicêmico de vários alimentos são os mesmos na gravidez ou no estado normal. Os estudos afirmam que tanto uma dieta rica em fibras como uma dieta de baixo índice glicêmico apresentam resultados benéficos na melhora da glicose pós brandial materna. Eles ressaltam os benefícios de uma dieta de baixo IG é ainda mais efetiva em gestantes obesas ou sobrepesas devido ao maior grau de resistência à insulina e deficiência de células beta.
Infecções urinárias e gravidez
A infecção do trato urinário (cistite) é importante fator de morbimortalidade durante o ciclo gravídico-puerperal, pois a gravidez é fator que predispõe ao aparecimento dessa patologia, podendo causar sérias complicações a gestante e ao bebê. A gravidez provoca mudanças fisiológicas e anatômicas no trato urinário feminino, além de aumentar o débito urinário. Há ainda o fato de o pH urinário ser mais alcalino nas gestantes, situação favorável para o crescimento das bactérias nas vias urinárias.
Capacidade
A urina reduz sua capacidade antibacteriana pelo fato de o rim perder a capacidade máxima de concentrá-la. O rim passa a excretar quantidades menores de potássio e maiores de glicose e aminoácidos, fornecendo meio apropriado para a proliferação bacteriana. O aumento nas taxas urinárias de progesterona e estrogênio podem levar à diminuição da capacidade do trato urinário baixo de resistir à invasão bacteriana. A cistite se manifesta com disúria, polaciúria, urgência miccional, dor no baixo ventre, arrepios de frio ou calafrios com presença ou não de dor lombar.
Complicações
As principais complicações perinatais são o trabalho de parto pré-termo, recém-nascidos de baixo peso, rotura prematura das membranas, restrição de crescimento intraútero, paralisia cerebral ou retardo mental na infância, além do óbito perinatal. O uso de antibióticos durante a gravidez é muito singular. Medicamentos usados diariamente com segurança na prática clínica diária não devem ser usados nas gestantes. A escolha do antibiótico deve levar em conta, além da sensibilidade das bactérias mais prevalentes, outros fatores como a facilidade de obtenção pela paciente, a sua tolerabilidade, a comodidade de sua posologia, custo e toxicidade.1 Além disso, os antibióticos só devem ser prescritos quando seus efeitos benéficos sobrepujarem significativamente os seus possíveis riscos.
Drogas na gestante adolescente
A gravidez na adolescência, mais comum no Brasil em níveis sociais mais baixos, tornou-se um problema de saúde pública já que leva potencialmente a problemas físicos, emocionais, sociais e econômicos tanto para a mãe quanto para a criança. A extrema vulnerabilidade devido ao envolvimento no contexto de violência aumenta a associação entre a gravidez precoce e outros fatores de risco. O uso de substâncias (drogas, álcool e cigarro) por familiares aumenta o risco de consumo pelas adolescentes e por uma gravidez precoce.
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