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Clóvis Simão, presidente da Hípica, morre aos 76 anos

Bruno Freitas e Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan/JC Imagens
Clóvis Simão será sepultado hoje, às 16h, no Jardim do Ypê

A partir de agora, o Carnaval de salão não será mais o mesmo em Bauru. Aos 76 anos, morreu, nesta terça-feira (4) pela manhã, o engenheiro civil Clóvis Eduardo Neme Simão, um dia após ser diagnosticado com pneumonia. Ele se tornou conhecido por organizar o Carnaval dos Carnavais, evento ligado à Sociedade Hípica de Bauru, da qual era o atual presidente.

O corpo do engenheiro é velado no Salão Nobre 1 do Terra Branca, na região central de Bauru. O sepultamento ocorrerá hoje, às 16h, no Cemitério Jardim do Ypê.

Em 2012, ele protagonizou a Entrevista da Semana, no JC. Na ocasião, também estava à frente da Hípica. "Na verdade, eu já fui bem mais carnavalesco, porém, a festa está em nós", brincou Clóvis, com grande bom humor.

O engenheiro nasceu em Pederneiras, mas se mudou para Bauru ainda criança, aos 3 anos, por decisão do pai, Jorge Simão, que, desde aquela época, trabalhava no ramo de automóveis.

Inclusive, Clóvis ganhou um Gordini, cor gelo, logo depois que se formou em Engenharia Civil pelo Mackenzie, na Capital Paulista. Já em Bauru, ele assinou diversos projetos, como agências de veículos e prédios do Distrito Industrial.

Além disso, chegou a presidir a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag). Já pós-graduado, também lecionou na Instituição Toledo de Ensino (ITE).

De uns tempos para cá, trabalhava como agropecuarista, mas mantinha relação direta com a engenharia civil e o Carnaval de salão. Tanto que, no início deste ano, retornou à presidência da Hípica. Clóvis também era membro do Conselho Deliberativo do Bauru Tênis Clube (BTC).

De acordo com Clóvis Eduardo, filho do engenheiro, a vida dele estava diretamente ligada à Hípica. "Nós costumávamos dizer que era o maior carnavalesco da cidade", acrescenta.

Clóvis se dedicou ao ramo de automóveis, especificamente, na Ford Simão, empresa fundada pelo pai. Porém, em 2005, os irmãos resolveram se separar e o engenheiro tocou a própria carreira.

Ele também participou do início da Faculdade de Engenharia da antiga Fundação Educacional de Bauru (hoje, Unesp), onde implantou um escritório técnico para dar assistência às cidades da região.

NA BASE DO DIÁLOGO

Segundo o filho de Clóvis, ele era uma pessoa muito ativa, honesta e carinhosa. "Ele gostava de conversar e nos ensinou a resolver os problemas desta forma, na base do diálogo", pontua.

Além de Clóvis Eduardo, de 41 anos, o engenheiro deixou outros três filhos, Priscila, de 47, Natália, de 43, e Letícia, de 35, bem como os netos, João Eduardo, de 10, e Maria, de 7.

A relação com os irmãos era também muito saudável, conforme destaca Nilson Simão, de 80 anos. Os dois caminhavam, diariamente, pela avenida Getúlio Vargas. "Quando o nosso pai faleceu, nós separamos a sociedade da empresa, mas mantivemos a mesma amizade", diz.

O irmão mais velho do engenheiro, Rubens Simão, de 83, destaca a trajetória de sucesso de Clóvis. "Era um batalhador. Estudou e criou muito bem os filhos", narra.

Milton Simão, de 77, por sua vez, ressalta a alegria contagiante de Clóvis. "Podemos considerá-lo um grande e bem humorado contador de histórias", frisa.

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