| Malavolta Jr. |
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| Indefinição sobre o ginásio afeta Sesi Bauru e Sendi/Bauru, que precisam usar o espaço para treinos e jogos |
O Esporte Clube Noroeste, Bauru Basket e Sesi Vôlei Bauru ainda não definiram como ficará a situação do uso do ginásio Panela de Pressão para a próxima temporada, que começa em julho e vai até meados de abril a maio do ano que vem. Até março deste ano, a Prefeitura de Bauru alugava o espaço do Noroeste e cedia ao Bauru Basket e ao Vôlei Bauru. Como o clube ficou inadimplente com o Refis de tributos municipais, a prefeitura rompeu o contrato de locação, de R$ 28,9 mil mensais. O ginásio foi cedido para que as equipes terminassem a temporada, até abril, e desde então não houve evolução nas conversas entre as partes.
O presidente do Noroeste, Estevan Pegoraro, afirma que ainda espera a devolução adequada do imóvel por parte do município. De acordo com ele, a prefeitura precisa fazer a entrega das chaves e pagar os últimos dois meses de uso, até maio, a título de indenização. Faltariam ainda os reparos previstos em contrato para a formalização da entrega, além da colocação das lâmpadas dos refletores, que foram levadas para as quadras de areia da avenida Getúlio Vargas. Até que isso aconteça, o clube não pretende negociar o uso do espaço a terceiros.
Já o secretário de Esportes, Alexandre Zwicker, frisa que já fez a entrega, não havendo mais nenhuma pendência. O Bauru Basket e o Vôlei Bauru colocaram lâmpadas novas no ginásio, há alguns anos, todas de LED, e por isso a Semel levou as que estavam no Panela de Pressão para a Getúlio Vargas, sem prejuízo ao Noroeste, segundo o titular da pasta. "Pagamos o aluguel até abril e já fizemos a devolução. A prefeitura, quando alugou o ginásio, comprou as lâmpadas, aí como as equipes compraram outras mais modernas, levamos as que estavam lá para a Getúlio Vargas, mas já eram da prefeitura", lembra.
ALUGUEL
O Noroeste e a prefeitura travam disputa na Justiça pela propriedade do Estádio Alfredo de Castilho e do ginásio Panela de Pressão, com ação na 1ª Vara da Fazenda Pública desde o mês passado. O município entende que o clube descumpriu a cláusula que proibia a penhora de bens, constante na lei da permuta da área. O Noroeste tenta vender toda a área por R$ 5 milhões para a prefeitura, mas ainda não formalizou proposta, pois analisa internamente se precisará de autorização do Conselho Deliberativo. Na Justiça do Trabalho, o ginásio foi colocado em leilão que ocorreria neste mês, porém foi suspenso temporariamente.
Enquanto uma definição não ocorre, a posse continua com o clube. O Bauru Basket e o Sesi Vôlei Bauru contam com o ginásio para os treinos e jogos da temporada. Contudo, precisarão negociar com o Alvirrubro para usar o espaço, com capacidade para 2.500 pessoas, e único apto a receber jogos da elite nacional.
O gestor do Bauru Basket, Vanderlei Mazzuchini Jr., acredita em uma solução até a volta dos treinos da equipe, previsto para o começo de julho. "Temos uma ótima relação com Noroeste e tenho certeza que vamos chegar numa situação boa para todos os envolvidos", comenta. O Dragão projeta, inicialmente, alguma proposta para utilizar o ginásio sem custos, mas caso não seja possível, não descarta negociar pagamento de uma locação dentro de valores compatíveis ao orçamento da entidade.
O presidente do Sesi Vôlei Bauru, Reinaldo Mandaliti, falou que não manteve conversas com o Noroeste, mas já adianta que não tem condições de arcar com eventual pagamento de aluguel. O Vôlei Bauru, a partir de maio do ano que vem, terá o novo ginásio do Sesi do Horto Florestal, mas até lá precisaria continuar mandando jogos no Panela. Caso isso se torne inviável, a equipe estudará alternativas, como o ginásio do Sesi do Altos da Cidade, ou atuar na região.
