| Eric Schmitt |
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| Elementos da natureza aliados ao teatro de animação com os bonecos: valorização cultural |
A Cia Mariza Basso Formas Animadas estreia "A Dança da Ema - Kohixoti Kipaé" (espetáculo que integra o projeto "A criação do Mundo Segundo a Cultura do Povo Terena", parceria da Cia com o Terena Irineu Nje'a. As informações são dos divulgadores.
Foram seis meses de processo de montagem e várias etapas abertas para a participação do público: pesquisa dramatúrgica, estudo sobre a cultura Terena (realizada por Irineu Nje'a), oficina de pau de chuva e a vivência na Aldeia Kopenoti em Araribá, município de Avaí.
ORIGENS
No espetáculo, Inhum (Cassiano Sebastião) e Ti'Ira (Albino Sebastião), da Aldeia Kopenoti, contam que um Bem-te-vi descobriu seus antepassados em um brejo dentro de um buraco e, com a ajuda de animais, conseguiu com que eles de lá saíssem e formassem o Povo Terena.
De dentro do buraco além do bem, muitos males vieram e eles tiveram que lutar pelas suas vidas e pelas suas terras, com a ajuda de um Kochomaniti (Pajé) a Grande Ema, animal sagrado apareceu em sonho e mostrou aos guerreiros Terenas as estratégias para vencerem seus inimigos.
Desde então o Povo Terena relembra suas vitórias com o "Kohixoti Kipaé - A Dança da Ema" e as mulheres também festejam a volta de seus guerreiros com a Dança Suputerena.
VERTENTES
Além do Mito sobre a criação do mundo, o espetáculo retrata momentos históricos como: O Exiva, fuga para o Mato Grosso do Sul, a Guerra do Paraguai e a chegada na Aldeia kopenoti em Avaí.
A companhia traz como linguagem cênica a utilização de elementos da natureza aliados ao teatro de animação com bonecos construídos em material natural e cerâmica indígena.
"A Dança da Ema - Kohixoti Kipaé" tem o patrocínio do ProAC Artes Integradas do Governo do Estado de São Paulo - Secretaria de Estado da Cultura; Programa de Estímulo à Cultura de Bauru - Prefeitura de Bauru - Secretaria Municipal de Cultura; realização: Cia Mariza Basso Formas Animadas e Araci Cultura Indígena.
VOCÊ SABIA?
A cenografia é feita a partir da Land Art (arte da terra) que tem como principal característica a utilização de recursos provenientes da própria natureza.
SENTINDO NA PELE
| Divulgação |
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| Em pé: Luciane Zapater, Albino Sebastião, Lê Sebastião, Irene Santiago, Will Queiroz, Victor Deluzzi, Mariza Basso, Paulo Paiakã; sentados: Tito Sebastião, Cassiano Sebastião e Irineu |
Na Aldeia Kopenoti a companhia experimentou vários processos da cultura Terena: colher o rabo de burro na mata, capim utilizado na confecção da saia utilizada na Dança da Ema e a própria confecção da saia; entrar na mata para pegar o barro preto utilizado nos grafismos; preparativos para as danças: da Ema realizadas pelos homens e Suputerena pelas mulheres, além da consultoria de Irineu Nje'a e de depoimentos dos anciões da aldeia: irmãos Albino Sebastião e Cassiano Sebastião que vieram da Aldeia de Mato grosso do Sul para as Terras de Araribá.
QUEM FAZ
A Cia Mariza Basso Formas Animadas foi fundada em 2004 por Mariza Basso com o espetáculo "O Circo dos Objetos". No decorrer dos anos realizou as montagens: "O Sítio dos Objetos"; "João Come Feijão"; "O Sapato que Sabia Andar" e "O Menino e sua bacia".
A mais recente, "Pachamama", estreou em Cali (Colômbia).
Irineu Nje'a é indígena da etnia terena do Estado de São Paulo, nascido na aldeia Kopenoti, Avaí. Atua como professor indígena da etnia Terena e preside a Associação Renascer em Apoio à Cultura Indígena (Araci).
Formam a equipe toda do espetáculo - elenco, pesquisa, dramaturgia, criação dos bonecos e figurinos: Mariza Basso e Victor Deluzzi; consultoria e participação especial: Irineu Nje'a; cenografia: Alessandro Brandão; direção musical: Emer Pol; iluminação e operação de luz e som: Thiago Neves; produção, confecção de figurinos: Marcia Basso; fotografias: Eric Schmitti; registros em vídeo: Luiz Fabiano Marquezin; e, ainda, na programação visual: Emerson Gomes Vanderlei.
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Datas
11/6 hoje - Bauru - Escola Estadual Ernesto Monte (10h30 e 16h30)
12/6 Mineiros do Tietê - Ginásio Municipal de Esportes (9h)
13/6
Igaraçu do Tietê - Auditório Municipal Jandira Ruiz
Segura (9h)
16/6
- Aldeia Kopenoti - Clube Cultural (16h)
17/6
- Escola Estadual Paz Bueno (10h e 16h)
18/6
Bauru - E.E. Durval Guedes de Azevedo (10h e 15h30)
19/6
Torrinha - Casa da Cultura (9h)
21/06
Bauru - Espaço Casulo - Jardim da Grama (19h)
22/06
Bauru - Casa de Cultura Celina Neves (20h)
24/06
Bauru - Associação
Comunitária Cana (9h)
25/06
Pirajuí - Escola Estadual Prof. Maria Angélica Marcondes (10h)
Mais informações: https://www.marizabasso.com.br/a-danca-da-ema-kohixoti-kipae/
(14) 3212-2340 / (14) 9 9703-6312.
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