| Samantha Ciuffa |
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| Delegado seccional em exercício, Ricardo Dias ressalta a importância da atuação da polícia contra os receptadores |
Com foco em reduzir os crimes contra o patrimônio e ocorrências ligadas ao furto de cabos da telefonia em Bauru, a Polícia Civil realizou, nessa quarta-feira (12), a Operação Ferrolho, que fiscalizou 23 ferros-velhos na cidade. Na ação, que também contou com fiscais da prefeitura, descobriu-se que nenhum dos estabelecimentos possuía alvará de funcionamento para tal fim, o que gerou notificação de todos. Eles, inclusive, podem fechar em até 30 dias se não forem regularizados. Nove dos 23 locais também serão alvos de investigação da Polícia Civil, que apreendeu um total de 386 quilos de fios de cobre, sendo a maioria da telefonia, além de outros materiais, como baterias de carros, ferramentas e motores veiculares.
Duas pessoas que frequentavam estes locais no momento da operação acabaram detidas, uma 21 anos por tráfico drogas e receptação e a outra, de 38 anos, que já estava com prisão decretada, por causa de um roubo em Agudos.
Os ferros-velhos alvos da Ferrolho ficam nos bairros Fortunato Rocha Lima, Jardim Petrópolis, Jardim Tangarás, Vila Industrial, Jardim Vitória, Parque Giansante e Centro.
O estabelecimento no Parque Giansante chamou a atenção. Lá, seis caminhões suspeitos de serem montados de forma criminosa foram encontrados.
"Nos últimos meses, percebemos o recrudescimento de crimes envolvendo cabos da telefonia e contra o patrimônio. O furto de cabo pode derrubar a telefonia móvel em uma região inteira da cidade e o maior prejudicado é o usuário. São crimes que só acontecem porque alguém compra esse material clandestino. Por isso, resolvemos atuar na outra ponta, contra os receptadores", explica o delegado seccional em exercício Ricardo Dias.
| Polícia Civil/Divulgação |
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| A Polícia Civil encontrou grande quantidade de fiação nos locais; meta é diminuir ocorrências de furtos desse material |
FERROLHO
A operação, realizada por meio da Delegacia Seccional de Bauru, envolveu 42 policiais civis e seis fiscais municipais. As ações tiveram início às 7h de ontem.
Segundo o delegado, nenhum comércio possuía alvará de funcionamento ou, se possuíam, encontravam-se em atividade diversa à finalidade. "Alguns funcionavam como oficina mecânica, mas mudaram de atividade há tempos e não se formalizaram. Sabemos que a irregularidade pode abrir portas para práticas ilegais", cita Dias.
Notificados pela prefeitura, os proprietários terão 30 dias para obter a regularização, sob pena de multa e lacração do local.
Além do cobre proveniente de cabos telefônicos, a polícia flagrou ainda fios que teriam sido retirados de partes elétricas de locomotivas. "Não foi possível identificar a origem da maioria dos fios, por isso não houve prisão em flagrante. Há uma prática de queima da capa emborrachada destes materiais. E é lá que fica a identificação", detalha o delegado. Os 386 quilos de cobre foram avaliados em até R$ 8,5 mil.
Uma máquina de costura industrial, um motor de lixadeira, 42 baterias de carro e 10 ferramentas ainda com etiquetas também foram apreendidas pela polícia. "Muitos furtos ocorrem como forma de moeda de troca por crack".
Em um estabelecimento no Jardim Vitória, inclusive, a polícia abordou dois funcionários com maconha. Eles responderão por porte de droga.
A Central de Polícia Judiciária (CPJ) deve instaurar inquérito para apurar receptação qualificada - quando o crime é cometido por meio do exercício de uma atividade comercial - em nove dos 23 ferros-velhos dos bairros citados.
"Esperamos que essa operação impacte na queda da criminalidade na cidade", conclui Ricardo Dias.
DIG investiga procedência de caminhões
Um dos locais que mais chamou a atenção da polícia foi um ferro-velho no Parque Giansante, onde seis caminhões com chassis ativos, mas com carrocerias e cabines que seriam de veículos mais novos, foram apreendidos. "Há suspeita de que esses caminhões estariam sendo montados de forma ilegal", afirma o delegado Ricardo Dias.
Por lá, outros três motores e um câmbio de caminhão sem procedência comprovada também foram apreendidos. O caso será conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
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