| Douglas Reis |
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| O frei Ademir Sanquetti conta que fiéis costumam deixar bilhetes aos pés da imagem do santo |
O desejo de ter um relacionamento duradouro faz com que Santo Antônio receba mais de 1 mil pedidos de casamento, anualmente, em Bauru. Os fiéis costumam colocar bilhetes em torno da imagem, na paróquia que leva o nome do religioso, cujo dia é comemorado hoje com missas e a tradicional festa.
De acordo com o frei Ademir Sanquetti, responsável pela Paróquia Santo Antônio, a quantidade de solicitações cresce ano a ano. "Hoje em dia, muita gente é independente financeira e emocionalmente. Diante disso, sente falta de ter um companheiro", afirma.
Ainda segundo o padre, a alta demanda abrange pessoas de qualquer idade e reforça a fé em relação ao santo. "No decorrer do ano, temos uma missa dedicada à devoção do religioso, sempre às terças-feiras. Os fiéis aproveitam o momento para depositar os bilhetes aos pés dele", relata.
O frei narra, também, que alguns devotos tiveram o desejo atendido e chegaram até a se casar dentro da própria Paróquia Santo Antônio.
MISSAS E FESTANÇA
Por isso, a tradicional festa em prol do religioso lota de gente. A expectativa da organização é de que a igreja abrigue mais de 10 mil pessoas só neste Dia de Santo Antônio.
Hoje, a paróquia disponibilizará missas às 7h, 9h, 12h, 15h, 17h e 19h30. Na ocasião, padres de toda a Diocese de Bauru ajudarão a celebrá-las.
Concomitantemente, ocorrerá a venda do bolo, que, neste ano, esconderá 1 mil imagens, cinco medalhões de ouro e até um par de alianças, também de ouro. O doce deverá pesar quase 3 toneladas.
E mais: das 7h às 23h, a paróquia abrigará uma quermesse, com delícias como frango assado, doces, pastel, canjica, milho verde, espetinho, caldo quente e pizza. Todo o valor obtido será revertido para a manutenção da igreja.
Falando nisso, o frei Ademir pretende reformar a capela do Santíssimo e o dinheiro virá em boa hora.
QUEM FOI?
O nome original de Santo Antônio era Fernando de Bulhões. Ele nasceu em 1195, em Lisboa. Educado em Coimbra, tornou-se membro da Ordem de Santo Agostinho e, aos 25 anos, foi ordenado sacerdote.
De acordo com o frei Ademir, Antônio teve vários momentos de manifestação da sua santidade. "Certa vez, um casal estava com problemas no relacionamento e procurou por ele. Os dois conseguiram se entender e, desde então, o religioso ficou conhecido por ser casamenteiro", explica o pároco.
A fama de Antônio se alastrou ainda em vida. Tanto que, depois que morreu, em 13 de junho de 1231, não demorou muito para ser canonizado.
SERVIÇO
A tradicional celebração em prol de Santo Antônio ocorrerá hoje, dia 13, das 7h às 23h, na paróquia que leva o seu nome, situada na rua Santo Antônio, 11-40, no Jardim Bela Vista, em Bauru.
Outras informações pelo telefone (14) 3222-6661.
Unidos há quatro décadas pela fé
Há 44 anos, Rosângela Aparecida Munhoz e Beto Manzano começavam a namorar. Ainda adolescentes, os dois se conheceram justamente na paróquia que leva o nome do santo casamenteiro, em Bauru.
De acordo com Rosângela, que, agora, carrega o sobrenome do marido, a sua família vivia bem perto da igreja. Beto, por sua vez, levava o pai à missa quase que diariamente.
Ao vê-lo passar, Rosângela se encantou. Depois de certo tempo, decidiu entrar para a Comunidade Jovem da paróquia. Os dois, finalmente, se conheceram. O namoro começou em 1975. "Fomos unidos por Santo Antônio", revela a psicóloga aposentada.
A gratidão ao religioso é tanta que o casal quis oficializar a sua união dentro da paróquia que leva o nome dele, em 1979. "Não me lembro de ter pedido a intervenção do santo, mas sei que ele protege o nosso relacionamento", afirma Rosângela, de 61 anos.
O casal, então, teve três filhas: Roberta, de 38, Flávia, de 33, e Fernanda, que morreu aos 6, após apresentar complicações de uma meningite. "Se não fosse pela nossa fé, não sei se resistiríamos a esta tragédia", complementa a mulher.
Já o empresário Beto Manzano, de 63 anos, acredita que a fé em Santo Antônio seja apenas um dos segredos para manter um relacionamento sólido. "É preciso ter carinho, respeito e o mais importante: preocupação em fazer o outro feliz".
Hoje, o casal coordena a Pastoral Familiar da igreja. Eles também participam da barraca da maçã do amor, durante a quermesse de Santo Antônio. Tal posto, inclusive, é herança dos pais de Rosângela, juntos há 63 anos.
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