Sem medo de novos desafios
| Samantha Ciuffa |
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| Aos 41 anos, Fernando Vancin Coppi se lança a um novo desafio: corretor de imóveis de alto padrão |
| Fotos: Arquivo pessoal |
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| Fernando Coppi e Marta com os filhos Ana Clara, Gabriel e Lívia |
Medo de novos desafios não faz parte da vida de Fernando Vancin Coppi. Ele já foi dono, em Bauru, do Restaurante Comari, dos salgadinhos Jogada, das franquias Showcolate, Parmalat, com quiosque de sorvete no Bauru Shopping, Mr. Pretzels e Vivenda do Camarão. E, agora, aos 41 anos, se lança a um novo desafio: corretor de imóveis de alto padrão. "As pessoas não podem ter medo de mudanças. Já mudei tanto... É melhor mudar do que ser uma pessoa frustrada. Não me arrependo das mudanças que fiz", afirma Coppi.
JC - Você sempre foi uma pessoa muito dinâmica, com muitos projetos. Criou uma marca de salgadinho, o Jogada, teve restaurante...
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| Final do campeonato do Luso: campeões de 2017 |
Fernando Coppi - Pois é. Sempre. Eu trabalhei algum tempo com propaganda, publicidade e design. Isso durante a faculdade de design. Quando terminei a faculdade, ia fazer um curso nos EUA. Eu sempre gostei de franquias. A ideia era ir para lá para estudar franquias, inglês, juntar dinheiro, voltar para Bauru e abrir uma franquia. Paguei a viagem, mas na hora de ir, surgiu a oportunidade de montar o Restaurante Comari. Foi aí que abri meu primeiro negócio. Um projeto muito bacana. Fiz curso de chef de cozinha, gastronomia, no Grande Hotel, em Águas de São Pedro. Fiquei à frente dele 8 anos. Nesse tempo, também comecei a abrir franquias. Tive a Showcolate, montei a Parmalat, o quiosque de sorvete do Bauru Shoppinp, que foi meu por dez anos, a Mr. Pretzels, Vivenda do Camarão. Daí, montei uma distribuidora para distribuir Parmalat. Foi quando surgiu a Jogada. Eu era distribuidor da Elma Chips, que me convidou para ter uma marca, que era a Jogada.
JC - Por que você foi se desfazendo das franquias?
Coppi - Eu tinha muitas frentes de trabalho. No final, acabei ficando só com a Jogada e a Parmalat, que foi minha até o ano passado. Além disso, eu sempre estava investindo num negócio novo. E hoje parei tudo e estou indo para um negócio completamente novo.
JC - Você está indo para o ramo de imóveis de alto padrão.
Coppi - Nesses 15 anos abrindo e fechando franquias, me envolvendo em novos negócios, percebi que meu ponto forte sempre foi comercial. Tanto que todas as empresas que eu montei, eu vendi. Então, percebi que meu ponto forte era criar empresas, desenvolver e vender. Por isso, eu me identifiquei com esse novo ramo de atividade. Eu sempre gostei muito, mas nunca ganhei dinheiro com isso. Conheço as imobiliárias de Bauru, os corretores, sempre fiz negócio imobiliário para parentes e amigos, por exemplo. Então, foi uma coisa natural. Tenho na família engenheiros, construtores, arquitetos e eles me incentivavam a tirar o Creci e a trabalhar com imóveis.
| Fotos: Arquivo pessoal |
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| Fernando Coppi com o filho Gabriel no Allianz Parque |
JC - Você trabalha só com alto padrão?
Coppi - Não. Quando falamos em alto padrão, falamos em condomínio fechado e zona sul. Não pelo fato de vender o que é mais caro, mas por conhecimento. Moro há 20 anos na região dos Villagios. É uma área da cidade que eu conheço, sei quem são os moradores. Ao passo que tenho mais dificuldade em relação a outros bairros.
JC - Você acha que demorou para descobrir sua vocação?
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| Fábio Sayão e Fernando Coppi, campeões em jogo de Dupla durante campeonato na Luso |
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| Turma das 5 do BTC: João Paulo, Fernando Coppi, Cassiano e Ismael |
Coppi - Acho. Mas hoje já tenho mais segurança em relação ao que eu escolhi. Pretendo não mudar mais. O que eu tinha para descobrir, já descobri, qual era o meu forte, que é o comércio. Sempre tive o perfil comercial. Com 10 anos, eu lembro que juntava caixa de ovos para trocar por bala e chiclete num bar que ficava perto da minha casa e vendia para os meus amigos. Era no Jardim Panorama, e os donos do bar criavam galinhas e precisavam das caixas para vender os ovos. Cheguei a montar barraquinha na frente da minha casa para vender os doces para os meus amigos (risos).
JC - Bauru é um mercado fácil?
Coppi - Muitas pessoas falam das dificuldades que eu vou ter. Mas tudo tem o seu momento. Tivemos uma situação em Bauru, do Alphaville, que foi vendido em 24 horas. Em nenhum lugar do Brasil aconteceu isso. Depois disso, houve embargo de condomínios, as pessoas ficaram com medo. Mas agora o mercado está se abrindo de novo. Apartamentos de 1 e 2 dormitórios têm um giro grande em Bauru por causa dos universitários. Há, sim, espaço. E eu não tenho preguiça de trabalhar.
JC - O que você falaria para uma pessoa na casa dos 40 a 50 anos que está querendo mudar de ramo?
Fernando - Mude! As pessoas não podem ter medo de mudanças. Já mudei tanto. É melhor mudar do que ser uma pessoa frustrada. Não me arrependo das mudanças que fiz.
JC - Você também tem uma veia esportista. Como você arruma tempo no meio de um novo projeto? Isso sem falar na questão familiar...
Coppi - Ontem (quarta-feira), por exemplo, eu comecei o dia às 7h30, visitando uma fazenda. Depois, tive cliente para mostrar apartamento, para mostrar casa. Seis da tarde, estava exausto, indo para casa, mas parei na academia. Não queria, mas sempre uso a frase: "Você tem que ser maior que sua maior desculpa". Então, as pessoas têm muitas desculpas. Eu faço atividade física até na hora do almoço. Não abro mão.
JC - Que esportes você pratica?
Coppi - Hoje, tênis. Mas joguei basquete muito tempo. Comecei com 12, 13 anos. Participei de vários campeonatos. Inclusive, no ano passado, participei de campeonato na Luso. A Parmalat patrocinou e nosso time foi campeão. Daí, eu falo que eu aposentei por cima e com o troféu do campeonato (risos). Mas hoje sou mais focado no tênis, que surgiu na minha vida por causa de uma lesão no basquete. Jogo, no mínimo, três vezes por semana e participo de campeonatos.
JC - E ainda precisa arrumar tempo para ficar com os filhos
Fernando - Tenho três filhos, a Ana Clara, 10 anos, o Gabriel, 7 anos e a Lívia, de 1 ano. A Ana Clara e o Gabriel estudam em período integral. A Lívia fica com a babá, em casa. Tomamos café da manhã juntos, almoço todos os dias em casa e estamos juntos toda noite. Aliás, um dos motivos de eu ter mudado de atividade foi querer ficar mais em Bauru. Eu viajava o Brasil todo, ficava muito fora. E sou muito família. Ela vem em primeiro lugar. Também sou muito religioso, católico. Deus e a família são meus pilares.
PERFIL
Nome: Fernando Vancin Coppi
Idade: 41 anos
Esposa: Marta Resegue Coppi
Filhos: Ana Clara, 10 anos; Gabriel, 7 anos; Lívia, 1 ano
Time: Palmeiras
Livro: "Pai Rico, Pai Pobre". "Ele serviu, inclusive, para minha vida. O pai rico é o empresário, o pobre, é o que foi funcionário a vida toda e trabalha para pagar as contas. Tem muitos ensinamentos. Aliás, leio muitos livros de franquia. Acho que já li quase todos."
Filme: Hary Potter. "Já assisti a saga com os meus filhos."
Música: Rock clássico. "Mas também ouço sertanejo."
Lema para a vida: "Ser feliz"
Hobby: Tênis
Ídolo: O Guga. "Por ser brasileiro, pela história de vida dele."
Nota 10: Para meus pais, Sérgio e Evani
Nota 0: Para os políticos corruptos.
Contato: (14) 99777-4141 e fernando@coppiimoveis.com.br
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