| Fotos: Samantha Ciuffa |
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| Casa decorada e cheia da família Santos; partida foi regada com churrasco e pipoca |
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| Tereza Aziani dos Santos, mãe de Vaguinho e dona da casa onde a torcida familiar se reuniu, mostra camisa "da sorte" |
Bandeiras e uniformes a postos, família unida e pronta para o churrasco de comemoração da vitória do Brasil. Antes mesmo do resultado do jogo contra a Itália, nessa terça-feira (18), que terminou em 1 a 0 para a Seleção Brasileira de futebol feminino no Mundial, a casa da família Santos, na região do Jardim Bela Vista, em Bauru, reduto do bauruense Vaguinho, que é auxiliar-técnico da equipe, já estava em clima de festa. "O 1 a 0 teve gosto de 3 a 0, pelo menos. Elas jogaram muito e fizeram bonito mais uma vez", comemorou Roseli dos Santos Cosmo, 56 anos, irmã de Vaguinho.
Regada com e pipoca e churrasco, a festa que acompanhou a partida, assistida na televisão no quintal da casa de dona Tereza Aziani dos Santos, 80 anos, mãe do auxiliar-técnico da seleção feminina, reuniu mais de 20 pessoas, além da mascote Sofia, que também trajava camiseta do Brasil.
"Ele (Vaguinho) é meu caçula e muito querido por todos. Não está nem metade da família aqui hoje (terça, 18), a maioria não conseguiu sair do trabalho", detalha dona Tereza, mostrando orgulhosa a camiseta que o filho lhe deu de presente de aniversário com a assinatura de todas as atletas da Seleção. "Ela (camiseta) me dá sorte, tenho usado em todos os jogos e tomo um cuidado grande para não sujar, porque não dá para lavar, senão apaga os nomes", comenta.
REAÇÕES
| Samantha Ciuffa |
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| Até Sofia, mascote da família Santos, acompanhou a partida uniformizada |
Cada avanço da equipe do Brasil na área da Itália era recebido com gritos no quintal da família Santos. "Há muitos anos essas meninas vêm lutando para ter um espaço, elas mereciam um gol delas no primeiro tempo", observou Laércio Santos, 65 anos, aos 28 minutos do primeiro tempo, quando a Itália marcou um gol que acabou impedido pela arbitragem.
Mesmo com o susto, a família não perdeu a pose de animação e encenou logo uma "ola" para agitar ainda mais a torcida entre os parentes. Aos 19 minutos do segundo tempo, a família criticou a decisão técnica da Seleção em retirar Cristiane de campo. "Palhaçada essa história de tirar as melhores atletas", reclamou Roseli. "Temos que entender que ela não estava mais rendendo, a troca é necessária", rebateu Laércio.
Aos 20 minutos, quando Beatriz perdeu por pouco a oportunidade de gol em um cruzamento feito por Ludmila, a jogadora foi criticada por todos. O clima de festa voltou a tomar conta do quintal quando a arbitragem marcou pênalti a favor do Brasil, aos 28 minutos. A cobrança feita por Marta elevou os braços e os gritos de comemoração dos Santos. Até um vizinho apareceu por lá para acompanhar a animação.
"Não tem como perder a festa que minha família faz quando torce, é muito gostoso acompanhar os jogos com eles", disse Andrea Camila dos Santos Martins, 35 anos, que se esforçou para antecipar a preparação de aulas que daria ontem na Unesp para ir até a casa da avó com os tios e primos torcedores.
A partida do Brasil contra a Itália terminou com aplausos e gritos no quintal de dona Tereza. À noite, a família aguardava chamada de vídeo de Vaguinho para parabenizá-lo e a equipe toda pelo jogo. E, claro, para antecipar detalhes da partida do final de semana.
Confira o vídeo:


