Economia & Negócios

Agricultura é a única atividade que vai bem na economia, relata Caged


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Gil Oxford/Reuters
Milho: safra boa ajuda a criar 37 mil novas vagas no setor

Brasília - O Brasil registrou criação líquida de 32.140 vagas formais de emprego em maio, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia. O resultado foi o pior para o mês desde 2016, quando foram fechados 72.615 postos de trabalho. Mesmo assim, o dado de maio foi o segundo consecutivo no azul.

O destaque positivo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio é a criação de 37.373 postos formais no setor agrícola, refletindo as melhores avaliações para a safra brasileira, avalia o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Renan Pieri.

"A agricultura vai bem a despeito da fragilidade da economia. As previsões para o setor agrícola são boas, mas para os outros setores, não. A indústria de transformação está em declínio. Há uma desindustrialização muito forte, sobretudo na região Sudeste", diz, destacando também o saldo positivo do construção civil (8.459 vagas). "É um setor que sofre muito desde a Lava Jato. O fato de ter criado vagas é um bom sinal."

A indústria de transformação destruiu 6.136 vagas em maio.

SEM PERSPECTIVAS

"Em 12 meses, são cerca de 474 mil empregos formais criados, mas ainda é muito pouco diante de 13 milhões de desempregados e 28 milhões subutilizados."

Pieri ressalta que o número de postos gerados em maio foi bem similar ao do mesmo mês do ano passado (33.659 vagas), mas pondera que não há perspectiva de grande abertura de vagas nos próximos meses em meio às revisões para baixo das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), como a realizada nesta quinta-feira pelo Banco Central no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), de 2,0% para 0,8%.

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