| Vinicius Bomfim |
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| José Carlos dos Santos, Delton Gomes e Olga Marilande Santos falam sobre os riscos da via |
Moradores do bairro Alto Alegre, que foi palco do acidente que matou o motociclista José Mateus Basilio, de 19 anos, na noite da última quinta-feira (27), em Bauru, reclamam das condições da rua Felipe Pardo, onde a tragédia ocorreu. Há mais de duas décadas morando no local, um grupo de pessoas pede que as faixas ao redor da praça envolvida no acidente sejam transformadas de mão dupla para sentido único a fim de evitar novas ocorrências, já que o trecho em que a colisão ocorreu é considerado "ponto cego" por abrigar curva e declive. Em nota, a Emdurb diz apenas que, para que a mudança ocorra, seria preciso abrir um acesso na praça, mas não informa se o serviço será realizado.
| Facebook/Reprodução |
| José Mateus Basilio tinha 19 anos e trabalhava como padeiro |
Conforme o JC noticiou, a colisão que terminou com a morte do jovem, que morava no Jardim Petrópolis e trabalhava como padeiro, ocorreu na quadra 3 da rua Felipe Pardo. O acidente envolveu duas motocicletas, uma Honda/Bis conduzida por ele sentido Nova Esperança/Jardim Petrópolis, e uma Honda/Titan 150, que seguia na direção contrário, na qual estava um vendedor de 25 anos e uma dona de casa de 20 anos. O condutor da Titan foi socorrido e levado ao PS Central com fraturas em membros inferiores e permaneceu internado para avaliação cirúrgica, sem risco de morte. Já a passageira não se feriu.
De acordo com o BO, José Mateus descia a via quando, no momento da curva, colidiu frontalmente com a outra motocicleta.
'PONTO CEGO'
| Vinicius Bomfim |
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| Trecho em que a colisão ocorreu é marcado por curva e declive |
Moradores do local dizem que o trecho já registrou vários acidentes por abrigar um "ponto cego". "Quem sobe não enxerga quem está descendo, por causa da curva. E vice-versa. E olha que ali ainda é possível estacionar dos dois lados da rua, o que piora ainda mais a visão", reclama Delton Gomes, 64 anos.
"Há 20 anos, pedimos a implantação da mão única aqui. Faz uns cinco anos que um pessoal, acho que da Emdurb, esteve na praça e demarcou o local que iria receber um retorno, para possibilitar essa transformação. As árvores foram até pintadas com um círculo, mas nada aconteceu", conta José Carlos dos Santos, 60 anos, apontando para marcas antigas de tintas em alguns troncos.
O grupo conta que outros representantes do local também chegaram a encaminhar um ofício à Emdurb com a reclamação, há alguns anos, mas a obra não chegou ao bairro ainda.
INDIGNAÇÃO
Da quadra 2 a 5, a rua Felipe Pardo abriga uma praça, de cerca de 500 metros, que também é circundada pelas quadras 2, 3 e 4 da rua Nelson Bonachella Gimenes. Para implantar mão única nas vias, a Emdurb explica que seria necessária a abertura do espaço verde, devido ao longo percurso que seria executado pelos moradores para chegarem até as suas residências.
"Sem a abertura sobre a praça (mão inglesa), a Emdurb considera inviável a implantação de sentido único de circulação nas vias em questão", cita a empresa.
A Emdurb negou que tenha pintado as árvores no local. A empresa também não informou se possui estudo ou projeto para aplicar a mudança viária por lá.
Situação que piora a indignação de quem mora por ali e já presenciou várias cenas de acidentes. "Essa demora pode causar mais mortes. Alguma coisa tem que mudar. Muitas crianças brincam nessa praça e é perigoso atravessar a rua", reforça a pensionista Olga Marilande Santos, 73 anos. "Pior do que a gente andar mais para chegar em casa é a rua continuar assim, gerando riscos, causando acidentes e destruindo a vida das pessoas", critica dona Olga.
O corpo de José Mateus será enterrado hoje, às 8h30, no Cemitério do Jardim Redentor. Consternada com a tragédia, a família não quis conversar com a reportagem.
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10.ª morte no trânsito
O jovem José Mateus Basilio, de 19 anos, entrou para as tristes estatísticas como a 10.ª vítima fatal do trânsito de Bauru neste ano.
O número é maior do que o registrado de janeiro a junho do ano passado, quando seis pessoas morreram após acidentes pelas ruas e avenidas da cidade (esses dados não contabilizam as ocorrências nas rodovias que cortam Bauru).
Não é possível afirmar, contudo, que há tendência de aumento, uma vez que as estatísticas apresentam oscilações. Em 2017, 11 casos foram registrados no mesmo período. Em 2016, oito. E, em 2015, 10 mortes foram contabilizadas no município.
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