Os dois jornalistas uruguaios sorriram diante da pergunta: quem são os melhores atacantes das seleções? Eles cravaram "Suárez e Cavani" e ficaram esperando uma réplica. A cena aconteceu no Morumbi, antes de Brasil e Bolívia, ainda lá atrás, na abertura da Copa América. Foram citados os franceses (Mbappé e Griezmann), os brasileiros (Neymar e Roberto Firmino) e os argentinos (Messi e Agüero). Ninguém contestou a resposta dos uruguaios. Hoje, na Arena Fonte Nova, a partir das 16h, essa espécie de "ataque dos sonhos" será testada diante do Peru pelas quartas de final.
Eles fazem parte da seleção desde 2011 e representam hoje, nas palavras do treinador Óscar Tabárez, a "plenitude futebolística". Cavani e Suárez não têm posição fixa. Fazem um intenso revezamento no campo. Quando um busca a bola, o outro procura o limite da linha defensiva do rival e já se prepara para a definição. Flecha e arco, mas não dá para dizer quem faz o quê. Mais que um dueto, eles fazem um jogo plural. Em 2017, Cavani jogava aberto pelos lados e Suárez fixo na área. O sistema evoluiu. O craque do Barcelona tem 57 gols pela Celeste; o jogador do PSG soma 47.
Hoje, eles terão a companhia de Nandez, que ganhou a posição de Lodeiro, além de Arrascaeta, Valverde e Bentancur. Diego Laxalt será o único desfalque da seleção uruguaia. O lateral-esquerdo do Milan não se recuperou de uma lesão muscular na perna direita, sofrida frente ao Japão, na segunda rodada da fase de grupos.
O duelo em Salvador será contra uma equipe ferida pela goleada diante do Brasil por 5 a 0. O Peru tem dois trunfos para se reerguer: resgatar a organização tática e apostar no artilheiro Paolo Guerrero, atacante tão tinhoso quanto os uruguaios.
A equipe comandada pelo técnico Ricardo Gareca terá a baixa do atacante Farfán, que sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo na derrota para o Brasil. Ele deve ficar até seis meses afastado dos gramados. Sem ele, o setor ofensivo peruano terá Cueva, Edison Flores e Guerrero.