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Sucessão de problemas atrasa obra de acesso a residências no Marabá

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Moradores do Residencial Village Campo Novo reclamam da demora para a conclusão da obra

Lote de tijolos quebrados e falta de dinheiro para bancar a manutenção de uma escavadeira do município são alguns dos problemas responsáveis pelo atraso da obra de acesso às residências da rua Luiz Levorato, no Jardim Marabá, em Bauru. Os moradores reclamam da inércia por parte do poder público. Já a Secretaria de Obras afirma que o trabalho ali não é algo tão simples.

Um dos moradores, residente no Village Campo Novo, que preferiu ter a identidade preservada, afirma que a pavimentação da via - composta, até então, por paralelepípedos - era uma promessa de campanha do prefeito Gazzetta (PSD).

Ainda segundo ele, a obra teve início em agosto do ano anterior, porém, vive sendo interrompida. "Em janeiro, época das chuvas, tínhamos dificuldades para chegar ao residencial e já vi diversos carros ficarem atolados em meio aos buracos formados junto à terra", complementa.

Outra moradora do mesmo condomínio, que também pediu para não ter o nome divulgado, chegou até a colocar a casa à venda. "Era para ser um trabalho de uma semana, mas se arrastou por um ano", critica.

A faxineira Marivalda Cotrim da Silva, de 45, trabalha dentro do residencial e reclama da falta de infraestrutura da rua. Ela até pegava carona com o marido, mas a família ficou sem o carro e o circular tornou-se a única alternativa.

Antes, o coletivo parava na porta do local. Atualmente, por conta da falta de acesso, não mais o faz. "À noite, quando vou embora, dá medo de caminhar até o ponto sozinha", reforça.

OUTRO LADO

O titular da Secretaria Municipal de Obras, Ricardo Zanini Olivatto, confirma que a pasta trabalha no local desde agosto do ano anterior. Contudo, diz que o serviço não é tão simples assim. "Fizemos uma rede de drenagem de mais de 700 metros, algo essencial para garantir a durabilidade do asfalto", justifica.

Agora, de acordo com o secretário, restam a implantação das caixas dos bueiros e a pavimentação propriamente dita. No entanto, uma das duas escavadeiras do município quebrou. Para consertá-la, é necessário um investimento de R$ 25 mil, dinheiro que a Obras não dispõe.

O segundo equipamento foi deslocado para a recuperação de pontes rurais. Paralelamente, o lote de tijolos adquirido pela pasta chegou, mas a maioria estava quebrada. 

Então, Ricardo Olivatto aguarda a liberação da escavadeira e a nova remessa de tijolos. A expectativa, segundo ele, é de que o serviço seja concluído até o final do mês de setembro.

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