Apoiadores do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) participaram na tarde de domingo de ato em frente à Delegacia da Polícia Federal, na avenida Getúlio Vargas, em defesa da Operação Lava Jato, da reforma da Previdência e do pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro.
O ato em Bauru soma-se a uma série de manifestações realizadas no domingo em diversas cidades do País - as primeiras após a divulgação de conversas atribuídas ao ex-juiz federal que levantam eventual parcialidade em sua atuação quando do julgamento do ex-presidente Lula, condenado à prisão no caso do tríplex do Guarujá pelo então juiz, hoje ministro.
Com faixas, cartazes, bandeiras do Brasil e camisetas verde-amarelas, os manifestantes demonstraram seu apoio à Moro e à Lava Jato e, ainda, criticaram alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo a abertura da CPI da "Lava Toga", que propõe a investigação de condutas indevidas de magistrados.
Em seu discurso, um dos organizadores do ato, Kleber Ciro, destacou a importância da união. De acordo com ele, cerca de 900 pessoas participaram da manifestação. "A mudança no Brasil começa por mim e por você. O Brasil é dos brasileiros de bem. E nosso presidente não vai entrar em barganhas políticas", afirma. "Nosso Brasil vai voltar a caminhar e a ser um país próspero e ordeiro".
APOIO
O relator do grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime apresentado por Moro, deputado federal Capitão Augusto (PL), foi representado na manifestação por seu assessor, coronel da reserva Airton Iosimo Martinez. "Nós temos que acabar com essa esquerda que só afundou o país", declarou o coronel, em seu discurso.
O ex-vereador Raul Gonçalves Paula, que filiou-se ao PSL de Bolsonaro e já anunciou sua pré-candidatura a prefeito de Bauru, também participou do ato. "Esse ato representa o apoio da nossa população ao Sergio Moro. Está bem evidente que algumas pessoas estão tentando desmascarar ele através de situações que não existem", afirma. "Eles querem, de forma jurídica, desqualificar todo o processo da Lava Jato".