Esportes

Copa América: Além do campo


| Tempo de leitura: 2 min

Amanda Perobelli/Reuters                                             Diego Vara/Reuters
Vidal é um dos ícones da geração chilena que busca o tri da Copa América e Guerrero (à dir.) é o principal nome do time que levou Peru de volta às grandes disputas

Em um confronto carregado de história que vai além esporte, remetendo a uma rivalidade iniciada no século XIX, as seleções do Chile e Peru se enfrentam hoje, a partir das 21h30, na Arena do Grêmio, para definir o segundo finalista da Copa América, ainda que com os papeis de favorito para o Chile e franco atirador para o Peru bem definidos. As seleções contarão com força máxima.

Os países se enfrentaram na Guerra do Pacífico entre 1879 e 1883, com o Chile derrotando a aliança do Peru com a Bolívia, conquistando territórios dos dois países. E, embora hoje as nações possuam uma relação pacífica, a expectativa é para um clima tenso na Arena do Grêmio.

"Este clássico não é só futebol, porque com os chilenos há muitas rivalidades. É um clássico especial e sabemos o que isso significa para nós e para eles. Portanto, vamos tentar fazer o melhor e torná-lo uma festa. Ao fim, isso é apenas futebol e tentemos não misturar outras coisas", disse o lateral-esquerdo peruano Trauco.

Há razões esportivas para que exista tensão em Porto Alegre. Em outubro de 2015, após derrotar a seleção peruana em Lima pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, a equipe do Chile, que teve seu hino vaiado, deixou uma mensagem no vestiário do Estádio Nacional: "Respeito. Por aqui passou o campeão da América".

Também pela última edição das Eliminatórias, na rodada final, em outubro de 2017, Peru e Colômbia empataram por 1 a 1, em resultado que favoreceu ambas, com a classificação à repescagem e para a Copa, respectivamente, enquanto o Chile, derrotado pelo Brasil por 3 a 0, ficou fora do torneio mundial na Rússia. "O que aconteceu entre o Peru e a Colômbia são coisas do futebol. Nós não temos raiva deles. Esta partida é diferente, é para ir à final", comentou o chileno Vidal.

Com dificuldade para formar grandes estrelas, o Chile tenta voltar a ter sucesso com a sua melhor geração, liderada por Vidal e Alexis Sánchez, faturando um terceiro título consecutivo da Copa América, algo que não ocorre desde a Argentina nos anos de 1945, 1946 e 1947.

Mesmo com uma campanha irregular no Brasil, o Peru também sonha em ampliar um momento histórico. Afinal, voltou a jogar um Mundial após 36 anos em 2018 e está em sua terceira semifinal nas últimas quatro edições da Copa América. Falta voltar a disputar uma decisão, o que não ocorre desde 1975, quando faturou o seu segundo título do torneio.

Comentários

Comentários